Política

Sinop: Forças de segurança reforçam orientações sobre aglomeração

Publicado em

Política

Da Redação

Em meio ao cenário da pandemia do novo coronavírus, com a necessidade de se seguir medidas de prevenção, como a de isolamento social, não ocorrência de aglomerações, as forças de segurança de Sinop têm atuado fortemente em ações de orientação, percorrendo estabelecimentos comerciais da cidade com objetivo de alertar consumidores e empresas. O foco é que se atentem às regras do decreto estadual que autorizou a abertura das empresas, mas mediante cumprimento de regras.

Entre 30 de março a 02 de abril, 30 estabelecimentos foram visitados pela Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar, dentre eles bares, espetinhos, restaurantes, Igrejas, Campos de Futebol e que, de acordo com o Decreto Estadual, ainda não poderiam realizar atendimento ao público. Todos foram orientados a fecharem as portas. Alguns poderiam trabalhar, apenas, com delivery.

Conforme explica Hermann Friederich, secretário Municipal de Trânsito, a Secretaria Municipal de Trânsito/Guarda Civil tem também orientado a população quanto ao assunto. “Recebemos 32 ligações fazendo denúncias de estabelecimentos abertos e para tirar dúvidas do que pode e o que não pode ficar aberto. Grande maioria dessas denúncias era de estabelecimento que, de acordo com o Decreto Estadual, poderia funcionar”, destacou o secretário, ressaltando, ainda, a articulação conjunta com a PM.

Entre 27 e 29 de março, as equipes das forças de segurança visitaram 30 empresas. Algumas poderiam trabalhar, apenas, com delivery. “Intensificamos as rondas em toda a cidade e onde havia qualquer tipo de aglomeração, os Guardas Civis Municipais faziam a devida orientação”, explica Hermann Friederich,

O trabalho orientativo das forças de segurança continua sendo realizado de forma permanente, em especial, no período da noite. Conforme destaca o secretário de Trânsito, o poder público municipal lembra que nesta fase de enfrentamento à pandemia, é importante também a consciência das pessoas quanto à evitar aglomeração. “Temos sempre dito que a orientação é, quando possível, que se fique em casa. As pessoas podem consumir os produtos das empresas de alimentação sem precisar sair de casa. A saúde é muito importante e precisamos cuidar bem dela”, considerou Friederich.

Foto: Assessoria/Sinop

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota

Publicados

em


O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.

“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.

O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações. 

“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.

Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.

Tarifas

As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%). 

No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.

Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.

No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:

Nota à Imprensa

Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.

Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.

O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.

Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.

O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA