Política
Primeira-dama e Secretaria da Mulher recebem 2 mil absorventes doados pela Câmara
Política
O objetivo da campanha é oferecer dignidade menstrual às mulheres que não têm condições de adquirir o produto.
Da Redação
A primeira-dama Márcia Pinheiro e a secretária da Mulher, Luciana Zamproni, receberam 2 mil absorventes arrecadados, nesta terça-feira (01), da Câmara Municipal de Cuiabá. A ação mobilizada pela Sala da Mulher é direcionada à campanha ‘Cuiabá Por Elas’ da Prefeitura de Cuiabá.
De acordo com a primeira-dama da Câmara Municipal e madrinha da Sala da Mulher, Amábila Camargo, a adesão da campanha surgiu da preocupação com as mulheres que não conseguem gerenciar o ciclo menstrual de forma saudável e correta.
“Temos que derrubar de vez esse tabu e falar mais sobre a pobreza menstrual, que já levou uma a cada quatro meninas a faltar às aulas por não ter absorvente. A falta de acesso a itens básicos de higiene é uma realidade de milhões de meninas e mulheres no Brasil. Por isso, quando soubemos da campanha não pensamos duas vezes em fazer essa parceria”, explicou.
Para a primeira-dama, Márcia Pinheiro, o impacto da falta de itens básicos de higiene vai além do constrangimento e desconforto. Sem alternativas de acesso ao absorvente, mulheres arriscam a própria saúde improvisando com retalhos de pano, sacolas plásticas, jornais e ainda colocam a saúde em risco, já que ficam vulneráveis a desenvolver infecções.
“Quero agradecer a todos os envolvidos da Sala da Mulher, que não mediram esforços e abraçaram essa campanha conosco. Os absorventes serão direcionados às nossas garotas do Programa Siminina e todas as mulheres que vivem em vulnerabilidade social e não tem condições de comprar este item de higiene”, afirma.
Segundo a Secretária Municipal da Mulher, Luciana Zamproni, este assunto se tornou um problema de saúde pública, porque 26% das meninas brasileiras entre 15 e 17 anos sequer têm condições de adquirir o produto. Ela ainda explica que uma família com maior situação de vulnerabilidade e renda menor tende a dedicar uma fração menor de seu orçamento para itens de higiene menstrual, uma vez que a prioridade é a alimentação.
“Muitas meninas ainda sofrem com estigmas relacionados à menstruação, o que tem grande impacto em sua autoestima para toda a vida. Além disso, traz consequências para a socialização com sua família e seus pares, muitas vezes refletindo, inclusive, na vida escolar, especialmente entre adolescentes, levando até ao abandono dos estudos. Por isso, é essencial que tenham acesso a informações corretas sobre o tema, além de condições dignas de higiene, e que a discussão seja feita abertamente na sociedade para impulsionar melhorias”, diz a secretária da pasta.
Por Júlia Batista Milhomem
Política
Sancionada ampliação de produtos em estoque público para alimentação animal
Pequenos criadores terão acesso a mais opções de produtos para a alimentação dos rebanhos por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB). A lista, que incluía apenas o milho, passa a abranger também sorgo, caroço de algodão, farelo de soja, farelo de milho e outros produtos usados na alimentação animal. A mudança está na Lei 15.490, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).
Além de ampliar a lista de produtos que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá adquirir para o ProVB, a medida também facilita o acesso de pequenos criadores aos estoques públicos administrados pela estatal. Podem participar do programa pequenos criadores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo e aqueles sem o cadastro que atendam aos limites de renda do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e explorem imóvel rural de até 10 módulos fiscais. Cooperativas agropecuárias e associações de agricultores familiares com CAF ativo também passam a ser beneficiárias.
O texto modifica a Lei 8.171, de 1991 para estabelecer a realização de leilões públicos destinados à formação de estoques de produtos agrícolas. A nova lei autoriza a Conab a comprar de produtores rurais e cooperativas, por meio de leilões públicos, produtos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por até 25% acima do preço mínimo.
A estatal também poderá vender diretamente estoques públicos para ações de abastecimento e segurança alimentar, inclusive para pequenas empresas, associações e cooperativas. O limite mensal de compra permanece em 27 toneladas para pequenos criadores e será de até 80 toneladas para cooperativas e associações. O teto anual de 200 mil toneladas para as compras do ProVB deixa de existir, e o volume passará a ser definido anualmente pelo Poder Executivo, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira.
As competências relacionadas ao ProVB passarão a ser exercidas conjuntamente pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda.
Origem
A medida tem origem no PL 3.289/2026, do senador Beto Faro (PT-PA). A proposta recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Para a relatora, o texto gera maior previsibilidade para os pequenos produtores e protege a sociedade contra variações bruscas no preço dos alimentos. Ela destacou também a inclusão de cooperativas e associações de agricultores familiares como beneficiárias do programa.
— Em um mercado global impactado por custos de produção oscilantes e instabilidade geopolítica, conceder às cooperativas e associações a capacidade de adquirir insumos estratégicos diretamente do Estado com preços justos e regionalmente balizados consiste em relevante garantia de viabilidade para os empreendimentos da agricultura familiar — afirmou a senadora.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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