Política
Prefeitura entrega EPIs para servidores da limpeza pública e orienta sobre o Covid-19
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Da Redação
Prefeitura de Várzea Grande realizou a entrega de luvas e máscaras de proteção aos servidores que trabalham na limpeza pública da cidade. O setor, que executa a varrição e capina das ruas e retirada de entulhos, um dos setores que continua em plena atividade por ser considerado um serviço essencial para a saúde pública. Foram distribuídas máscaras PFF1 e luvas de couro, ambos específicos para o tipo de trabalho realizado pelos servidores e para a proteção contra o novo coronavírus –Covid-19.
“A limpeza pública é um serviço essencial para a sociedade e não pode parar, para não acarretar na proliferação de outras doenças , e também ajudar na redução de contágio contra a dengue, zica vírus e Chikungunya, estas doenças transmitidas por picadas do mosquito Aedes Aegypti. É recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, que, mesmo em situações extremas como esta, esse trabalho seja mantido. Todavia, é preciso também pensar nesses servidores e garantir sua proteção. Os nossos servidores desta área da limpeza urbana foram orientados e treinados, pelas equipes da Saúde, sobre a importância de se protegerem, como se protegerem e os cuidados que devem adotar não só no trabalho como em casa, contra o coronavírus, e o mais importante tiveram informações certas sobre o que é a nova doença “, explica o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes.
De acordo com a enfermeira do serviço de controle de infecção hospitalar de Várzea Grande, Claudia Sandra Lenhardt de Oliveira, a máscara PFF1 distribuída é uma Peça Facial Filtrante, ou seja, ela é mais eficiente que a máscara cirúrgica. “O corpo do produto é também o meio filtrante responsável por não deixar os contaminantes do ambiente entrarem em contato com o sistema respiratório do usuário. Portanto além de proteger contra a poeira, também o faz contra microrganismos e vírus. As luvas, por serem de couro, protegem as mãos do serviço pesado que esses servidores executam, e explicamos que devem evitar, coçar os olhos e colocar a mão na boca enquanto estiverem executando os serviços.São medidas e orientações que de um ponto de vista podem ser simples mas valiosas que protegem as vidas destes trabalhadores”, detalhou.Lembrando a enfermeira que todos tiveram esclarecimentos sobre o que é o novo coronavírus, formas de prevenção e cuidados no trabalho e em casa.
O secretário Breno Gomes, enfatiza que é determinação da prefeita Lucimar Sacre de Campos, “zelar pela vida das pessoas e manter os serviços essenciais funcionando”, afirmou citando que esta semana, as equipes de limpeza estão no centro da cidade, na Avenida João Gomes Sobrinho, e, nos bairros Jardim dos Estados e Jardim Nova Era.
Além dos colaboradores da secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, servidores que trabalham na Segurança Pública e na Saúde em Várzea Grande também estão recebendo os equipamentos de segurança necessários para a execução dos serviços, além de orientações sobre os cuidados necessários para prevenir o contágio do vírus.
“Esses equipamentos são essenciais para garantir, principalmente, a segurança desses trabalhadores. Por isso que nós fazemos questão de não apenas distribuir os materiais, mas conversar, explicar e mostrar para que serve cada um deles. Também orientamos sobre as medidas de prevenção ao coronavírus. Estes profissionais que trabalham com serviços essenciais são fundamentais e indispensáveis para a cidade”, frisou a enfermeira.
As principais orientações, segundo a especialista, incluem a necessidade de evitar o contato físico e aglomeração, fazer a higienização das mãos com água, sabão e/ou álcool gel. A higienização dos veículos de transporte também foi reforçada e acontece antes e depois do uso pelas equipes. Também foi adotado o distanciamento coletivo dos colaboradores em veículos e equipamentos.
Foto: Prefeitura de Várzea Grande
Política
CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.
“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.
O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações.
“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.
Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.
Tarifas
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%).
No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.
Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.
No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:
Nota à Imprensa
Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.
Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.
O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.
O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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