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Participantes destacam Prêmio ALMT como espaço de valorização e cidadania

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reforçou seu papel como espaço de diálogo, valorização profissional e formação ao realizar, na última quinta-feira (29), a cerimônia do 1º Prêmio ALMT de Jornalismo, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, em Cuiabá. O evento, que integrou as comemorações pelos 190 anos da Casa, reuniu profissionais da imprensa, universitários e participantes vindos de diferentes regiões do estado, consolidando a iniciativa como um marco de reconhecimento ao jornalismo mato-grossense.

O prêmio, idealizado pela Secretaria de Comunicação da ALMT, sob a coordenação do cel. Henrique Santos, integra as ações desenvolvidas pelo presidente Max Russi (PSB), que celebram os 190 anos do Parlamento Mato-grossense. A iniciativa reuniu 293 trabalhos inscritos nas categorias telejornalismo, reportagem em texto, radiojornalismo, fotojornalismo e universitário, com premiação de até R$ 20 mil para os três primeiros colocados de cada modalidade, além do Troféu Parlamento e homenagens.

Além da entrega das premiações, a programação contou com palestras gratuitas de nomes de destaque nacional, como o jornalista Fernando Mitre e o consultor Marcelo Vitorino. Mais de 900 pessoas se inscreveram para acompanhar os debates, que lotaram o teatro.

Para o primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), reconhecer o trabalho da imprensa é essencial em tempos de transformação e desafios na circulação de informações. “O jornalismo verdadeiro vem para somar e ajudar para que tudo ande na linha”, afirmou, ao destacar a preocupação com o uso inadequado das novas tecnologias e da inteligência artificial, especialmente em períodos eleitorais.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A secretária de Gestão de Pessoas da Assembleia, Maythana Rodrigues, avaliou que a iniciativa reforça o compromisso da atual gestão em valorizar segmentos estratégicos e fortalecer a comunicação pública. “O comunicador é a ponte entre o cidadão e o poder público. Esse prêmio motiva a classe e aproxima a população do Parlamento”, pontuou.

A vereadora e jornalista Katiuscia Mantelli (PSB) também destacou o simbolismo do reconhecimento. “A comunicação é a ponte entre o cidadão e os órgãos públicos. Premiar esses profissionais é motivo de orgulho e motivação para continuar nesse caminho”, disse, defendendo que outros poderes possam seguir o exemplo da Assembleia.

Entre os concorrentes, a jornalista independente Ana Barros destacou que o prêmio amplia o olhar sobre o trabalho parlamentar e valoriza pautas de interesse social. Sua reportagem abordou a fibromialgia, a partir de uma legislação proposta pelo deputado Dr. João, voltada ao reconhecimento e à garantia de direitos às pessoas que convivem com a doença. “O prêmio mostra o lado humano das ações da Assembleia, que muitas vezes não ganha visibilidade”, afirmou.

Na categoria universitária, a estudante Irene Lopes, de Tangará da Serra, ressaltou a importância do incentivo para dar visibilidade à produção acadêmica. “Nunca foi pelo dinheiro, e sim pela verdade. O jornalista precisa ser valorizado para não depender de interesses externos”, defendeu, elogiando também as palestras como orientação sobre o uso responsável da inteligência artificial.

Para a jornalista e professora universitária aposentada Sônia Zaramella, a iniciativa representa mais do que uma premiação: é um estímulo direto à prática e à responsabilidade do jornalismo. “O prêmio tem o significado de valorizar, estimular e provocar também a atividade jornalística”, avaliou.

Ela destacou ainda a importância de unir reconhecimento profissional e formação no mesmo evento, especialmente diante dos desafios que se aproximam no cenário eleitoral. “Quanto mais conhecimento a mídia tiver sobre esses temas e quanto mais os profissionais aprofundarem essa discussão, mais louvável e pertinente se torna esse debate”, afirmou.

Segundo Sônia, ao instituir o prêmio e abrir espaço para reflexões sobre comunicação, eleições e novas tecnologias, a ALMT cumpre seu papel institucional e fortalece a relação entre Parlamento, imprensa e sociedade. “Todas essas questões têm um foco único: o eleitor. E debater isso amplia a compreensão do que vem pela frente e de como dialogar com a população”, concluiu.

Com expressiva participação e repercussão positiva, o Prêmio ALMT de Jornalismo se firma como uma iniciativa inédita de valorização da imprensa, incentivo à produção de conteúdo de interesse público e aproximação entre a sociedade, os profissionais da comunicação e o Parlamento estadual.

Fonte: ALMT – MT



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Senado aprova MP do financiamento de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros — incluindo motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.

A medida provisória (MP 1.366/2026) aprovada pelos senadores mantém a redação que passou ontem na Câmara dos Deputados. A única mudança é uma emenda de redação feita pelo relator da matéria, senador Giordano (Podemos-SP). Agora o texto segue para a sanção da Presidência da República.

Durante a tramitação na Câmara, o texto incorporou dispositivos de outra medida provisória, a MP 1.359/2026, que destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O prazo de validade da MP 1.359/2026 termina no próximo dia 15.

A emenda de redação de Giordano fez com que o texto fizesse referência explícita à MP 1.359/2026.

Outra mudança feita na Câmara é a permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas. O foco principal do governo ao editar a MP 1.366/2026 era a concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.

A versão aprovada pelos deputados federais também incluiu novas regras para o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), além de incorporar medidas relacionadas ao transporte escolar, à acessibilidade, à transparência e às áreas de trânsito, habitação e indústria de baterias.

Pagamento flexível

A Câmara também incluiu na MP 1.366/2026 a autorização para que os bancos adotem um sistema de pagamento flexível para as operações. Essa regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.

O acesso à linha de crédito fica limitado a um veículo por motorista de transporte privado ou taxista e, no caso das cooperativas, a um veículo por cooperado. O texto também permite o financiamento do seguro do veículo e do seguro prestamista, desde que sejam contratados com o bem financiado.

Além disso, o texto permite o uso da linha de crédito para custear a adaptação de veículos para motoristas com deficiência e para a adaptação de táxis ao transporte de passageiros em cadeiras de rodas.

A medida provisória também trata do financiamento de itens de segurança para mulheres motoristas. Nesse sentido, atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para estabelecer taxas, prazos e carências com condições diferenciadas para mulheres.

Agentes financeiros

O texto determina que as linhas financiadas com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

As linhas financiadas com recursos do Fiis terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

Durante a tramitação na Câmara, foi retirado do texto a referência explícita às fintechs, mas não foi proibida a participação dessas empresas como agentes habilitados.

Para aderir, os beneficiários deverão autorizar o compartilhamento das informações necessárias à verificação dos critérios de elegibilidade. No caso dos profissionais vinculados a aplicativos, as plataformas digitais serão responsáveis por fornecer os dados.

Transparência

O texto autoriza o uso de recursos do Fiis para financiar a renovação de frota e investimentos relacionados ao transporte urbano. Para reduzir os riscos das operações e ampliar a oferta de crédito, o arranjo prevê a cobertura de garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Pelo texto, os bancos divulgarão dados abertos com o número de operações, valores contratados, taxas praticadas e inadimplência, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O comitê gestor do Fiss deverá encaminhar ao Congresso Nacional um relatório anual de avaliação de impacto social, econômico e ambiental.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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