Política
Oposição pede impeachment de Lula em manifestação na Câmara dos Deputados
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Na primeira sessão deliberativa da Câmara dos Deputados, realizada ontem, os parlamentares da oposição se mobilizaram em uma manifestação contundente contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com cartazes que estampavam a frase provocativa “Ou o Brasil para o Lula, ou Lula vai parar o Brasil”, os deputados expressaram sua insatisfação com a atual gestão e os desafios econômicos enfrentados pelo país. Entre os destaques da manifestação, o deputado Nelson Barbudo, do PL-MT, se destacou como uma das vozes mais críticas ao governo. Barbudo, que já assinou o requerimento da oposição pedindo o impeachment do presidente Lula, enfatizou a importância da mobilização. “Estamos aqui para mostrar que o povo brasileiro não aguenta mais a má gestão. É hora de dar um basta a essa situação que só traz prejuízos ao nosso país”, afirmou o deputado.
Os dados econômicos recentes corroboram as preocupações levantadas pelos opositores. As estatais brasileiras registraram prejuízos imensos, chegando a quase 7 bilhões de reais. Além disso, o rombo fiscal projetado para 2024 é alarmante e pode ultrapassar os R$ 28 bilhões. O povo brasileiro tem sentido no bolso a inflação, que aumenta o preço dos alimentos, causando ainda mais revolta na população. Esses números têm gerado um clima de incerteza e descontentamento, que clama por uma solução urgente.
A manifestação dos deputados da oposição não apenas sinaliza um descontentamento com a administração atual, mas também reflete um momento crítico na política brasileira, onde a pressão por mudanças e a busca por responsabilidade fiscal se tornam cada vez mais urgentes. A expectativa é que essa mobilização continue a ganhar força nas próximas semanas, à medida que os parlamentares buscam alternativas para enfrentar os desafios impostos pela atual gestão.
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Projeto limita saques em espécie a R$ 100 mil por mês para combater lavagem de dinheiro
O Projeto de Lei 125/26 estabelece limite de R$ 100 mil para saques em espécie feitos por pessoas físicas ou empresas no período de 30 dias. Pelo texto, operações acima desse valor só poderão ocorrer mediante autorização prévia e fundamentada da instituição financeira, após análise de conformidade, de risco e de origem dos recursos.
A proposta em análise na Câmara dos Deputados também cria regras mais rígidas para as empresas contratadas pelo governo ou que recebam recursos federais. Nesses casos, o limite de saque em espécie cai para R$ 50 mil a cada 30 dias.
O projeto obriga os bancos a adotarem controles reforçados, como a identificação do beneficiário final dos recursos, a verificação da compatibilidade entre o valor sacado e a capacidade econômica do cliente, além do o registro auditável da operação.
Outros pontos
Pela proposta, as instituições financeiras deverão comunicar automaticamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) todos os casos de tentativa, solicitação ou realização de saque em espécie em que:
- o valor esteja acima dos limites;
- haja indícios de fracionamento;
- exista envolvimento de pessoa vinculada a contratos públicos;
- haja incompatibilidade com o perfil econômico do cliente; ou
- existam indícios de ocultação ou dissimulação da origem dos recursos.
O texto proíbe o fracionamento intencional de saques para burlar os limites. O Banco Central deverá regulamentar a futura lei em até 90 dias, podendo ajustar os valores para saque com base em critérios técnicos e inflacionários.
Justificativa
O deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) afirma, na justificativa que acompanha o texto, que a ideia é enfrentar a movimentação de grandes volumes de recursos públicos por meio de saques em espécie, prática que dificulta a rastreabilidade financeira e amplia o risco de desvios, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo o deputado, a medida não proíbe o uso de dinheiro vivo, mas estabelece limites objetivos e mecanismos de controle. Em caso de descumprimento das regras, os bancos estarão sujeitos a sanções previstas na legislação.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Rachel librelon
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