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Moradores do Nair Sacre recebem documentação definitiva de suas casas

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Da Redação

 

A prefeitura de Várzea Grande, por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, conclui nesse mês todas as etapas do processo de regularização fundiária dos moradores do Residencial Nair Sacre. Os títulos de propriedade definitiva foram entregues em maio para os 99 moradores do local e hoje (21), a regularização está sendo de fato finalizada com a documentação registrada em cartório, etapa que confere poder de ‘propriedade’ e não mais de ‘posse’ aos beneficiados.

Com a etapa que se encerra nesse mês, a prefeitura está entregando não apenas o título de propriedade, como a escritura registrada em cartório, o habite-se e o pedido de isenção do Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” ou doação, o ITCD, que é a dispensa do pagamento do tributo concedida pela Secretaria de Estado de Fazenda às operações de doação ou transmissão “causa mortis”, que nesse caso contemplam os moradores em razão da doação.

Como explica o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, Khalil Baracat, todo esse processo, da entrega dos títulos, ao registro em cartório até a obtenção da isenção do ITCD, foi totalmente realizado pela prefeitura de Várzea Grande, sem qualquer custo ao morador. “O morador que agora passa a ter propriedade e registro do seu imóvel recebeu tudo, não precisou correr atrás de pedidos, de registros ou de isenções. Nossa secretaria cuidou de tudo e hoje começa a entregar a esses 99 moradores do Residencial Nair Sacre, toda a documentação pertinente à propriedade de suas residências. Esses são apenas os primeiros resultados concretos do processo de regularização fundiária iniciado em maio e que está sendo executado em Várzea Grande”.

Dona Helena Pereira, aposentada, foi uma das primeiras a comparecer à convocação da secretaria para receber toda a documentação do seu imóvel. Feliz com a escrituração, a aposentada traduziu em uma palavra o significado da regularização fundiária: “segurança”. Como contou, há 15 anos ela reside no local e sempre esperava pela escritura do imóvel. “Foi uma espera longa e quase já desacreditada”.

Mais que segurança, o secretário Khalil destaca que a escrituração permite ainda acesso à financiamentos, caso o proprietário queira reformar e ampliar a casa e até mesmo vender o imóvel.

Há cinco anos, Gonçalo de Jesus comprou a casa dele no Residencial Nair Sacre e também se sentia inseguro em relação à propriedade. “Agora a casa que eu comprei é minha, está em nome da minha esposa. É segurança para minha família, para meus filhos”.

Durante a entrega dos títulos, em maio, a prefeita Lucimar Sacre de Campos, havia reiterado que o processo de regularização fundiária é um serviço social à população, pois são pessoas que ocupam locais como esse, do Residencial Nair Sacre, há anos, e, só agora puderam ter legalmente a posse dos seus lares. Com o documento, os moradores passam a ser legalmente reconhecidos como os donos das casas onde moram.

“Este foi apenas o começo da realização de muitos sonhos. Estamos fazendo no nosso Município um grande programa de titulação de terras da cidade, garantindo dignidade aos moradores das comunidades que estão em processo de ter sua casa em definitivo e que famílias não permanecem em áreas de risco e tenham sua dignidade resgatada”.

A prefeita reforça que graças a parcerias, será possível ampliar a regularização fundiária no Município. “Várzea Grande foi o primeiro município de Mato Grosso a assinar o Termo de Cooperação para viabilizar a regularização fundiária urbana dos imóveis pertencentes à carteira imobiliária da extinta Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso (Cohab/MT). Com essa iniciativa vamos poder regularizar cerca de 7 mil imóveis pertencentes aos Conjuntos Habitacionais localizados no município”.

As parcerias são com a OAB/MT, com o governo do Estado de Mato Grosso e o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.

“Com a regularização dessas 7 mil propriedades estamos restabelecendo a dignidade dessas famílias. Entre as regularizações fundiárias rurais e urbanas Várzea Grande trabalha para contemplar cerca de 50 mil famílias. É muito importante essa união de esforços em prol das famílias mato-grossenses e várzeagrandenses”.

Os conjuntos habitacionais que serão contemplados são: Nossa Senhora da Guia (308 imóveis), Cristo Rei (815), Cristo Rei Profilurb (353), Cohab Santa Isabel (510), Cohab Jayme Campos (436), Cohab Primavera (501), Cohab Dom Bosco (208), Cohab Asa Bela (428), Cohab Asa Branca (99), Cohab Dom Orlando Chaves (389), Cohab Cabo Michel  (263), Cohab 7 de Maio (505), Cohab 24 de Dezembro (593), Tarumã I (475), Residencial Alberto Canellas (492).

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Cinco medidas provisórias perdem validade e outras cinco são prorrogadas

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O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, declarou nesta terça-feira (11), durante a sessão deliberativa no Plenário, a perda de validade de cinco medidas provisórias (MPs) e a prorrogação de outras cinco. Entre as matérias que perdem a validade, três abriram crédito extraordinário para ações de resposta a desastres climáticos. As outras duas estavam relacionadas ao preço do petróleo e ao abastecimento de combustíveis.  

As MPs são editadas pelo governo federal e passam a ter efeito imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para continuarem em vigor. Se não forem votadas nesse período, perdem a eficácia.  

Se uma medida provisória que abre crédito extraordinário perder a validade sem ser votada, o governo fica impedido de usar o saldo ainda disponível. Os desembolsos realizados enquanto a MP estava em vigor não precisam ser devolvidos. 

Subsídio ao diesel 

A MP 1.344/2026, que perdeu a validade em 16 de julho, destinou R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para subsidiar o preço do diesel rodoviário. A medida previa o uso de recursos do superávit financeiro de 2025 para o pagamento da subvenção até dezembro de 2026.  

Já a MP 1.349/2026, que perdeu a validade em 4 de agosto, criou o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A medida buscava garantir o fornecimento de derivados de petróleo no país e reduzir os efeitos da alta dos preços internacionais sobre o mercado interno.  

Desastres climáticos  

A MP 1.342/2026, que perdeu a validade em 15 de julho, abriu crédito extraordinário de R$ 1,3 bilhão para os Ministérios das Cidades e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além de recursos para operações financeiras do Ministério da Fazenda. A medida previa ações de atendimento a municípios de Minas Gerais atingidos por chuvas intensas.  

Também perderam a validade as MPs 1.346/2026 e 1.347/2026, ambas em 24 de julho. A primeira destinou R$ 20,4 milhões para a recuperação de áreas afetadas por um tornado no Paraná. A segunda abriu crédito extraordinário de R$ 285 milhões para ações de resposta e recuperação em municípios atingidos por desastres climáticos. 

MPs prorrogadas 

As cinco medidas provisórias prorrogadas por 60 dias e que continuam em tramitação no Congresso são as seguintes: 

  • MP 1.366/2026: cria linha de financiamento para motociclistas profissionais; 
  • MP 1.367/2026: abre crédito extraordinário de R$ 337,4 milhões para ações de combate a incêndios; 
  • MP 1.368/2026: destina crédito extraordinário de R$ 8 bilhões para companhias aéreas; 
  • MP 1.369/2026: amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios; 
  • MP 1.370/2026: cria o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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