Política

Maluf destaca importância do relacionamento comercial e turístico com a Albânia

Publicado em

Política

Da Redação

Mato Grosso terá, em breve, novo parceiro comercial, cultural e turístico: a República da Albânia. Durante a cerimônia de posse do adido consular da Albânia em Mato Grosso, o advogado e empresário William Cardoso, o deputado Guilherme Maluf (PSDB) destacou a importância estratégica do incremento nas relações comerciais com países da Europa para superar a crise financeira.

“O trabalho de prospecção de novos investimentos ganha relevância ainda maior ao considerarmos a luta que o governo do Estado, com o apoio decisivo do parlamento estadual, desenvolve desde 2015 para recuperar as finanças de Mato Grosso. O reequilíbrio financeiro passa também pelo aumento das exportações e captação de negócios, que serão facilitados através desta parceria com a Albânia. William Cardoso já mostrou sua capacidade de trabalho e está preparado para esta nova e importantíssima missão”, disse Maluf.

O deputado sugeriu a organização de uma força-tarefa com empresários locais para conhecer a realidade da Albânia, além de trazer investidores daquele país do sudeste europeu para conhecerem o potencial de Mato Grosso. A Albânia importa do Brasil a carne, arroz, soja e milho e produtos têxteis, principais itens das exportações do estado.

Segundo informações da Câmara de Comércio Brasil-Albânia, instalada em 2014, a Albânia também tem interesse em localizar fornecedores de poupa de manga e caju, frutas abundantes em Mato Grosso. O açúcar é outro item que deve entrar na pauta das importações albanesas e também neste caso o estado pode se tornar um importante parceiro comercial.

O deputado ressaltou ainda as possibilidades de intercâmbio turístico e cultural. “Na Assembleia Legislativa, já iniciamos um intercâmbio cultural com a Alemanha e Itália e podemos fazer o mesmo com a Albânia, utilizando o maior teatro do Centro-Oeste, o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros”, sugeriu o deputado.

Em seu discurso, o adido consular William Cardoso agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa e demais instituições, destacando que a Albânia é a porta de entrada para estreitar o relacionamento com os países do sudeste e leste europeu.

Moções de Congratulações

Ao lado do deputado Wancley Carvalho (PV), o deputado Guilherme Maluf entregou moções de Congratulações aprovadas pela Assembleia Legislativa ao Cônsul Honorário da Albânia no Brasil, Thomas Amaral Neves e ao Adido Consular no Paraná, Wilson Portes, presentes à cerimônia. Entregaram ainda ao novo adido consular William Cardoso uma Moção de Aplauso pela importante missão que assume a partir de agora.

 
COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Perdão de dívida de US$ 50,8 milhões da Bolívia segue para o Plenário

Publicados

em


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ratificou nesta terça-feira (11) o acordo para regularizar a reestruturação de uma dívida de US$ 50,8 milhões da Bolívia com o Brasil. Pelo acerto, o Brasil perdoou 95,73% do valor e a Bolívia ficou responsável pelo pagamento do restante. A Mensagem presidencial (MSF) 36/2026, relatada pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT), segue para o Plenário em regime de urgência.

A dívida vem de compromissos que a Bolívia deixou de pagar em acordos de reestruturação e refinanciamento firmados nos anos 1980.

Os valores estavam relacionados, entre outros pontos, a créditos brasileiros para financiar exportações, ao Fundo de Desenvolvimento Brasil-Bolívia e a operações que tinham cobertura do Seguro de Crédito à Exportação.

Em 1998, diante das dificuldades financeiras da Bolívia, começou uma mobilização internacional para reduzir a dívida externa do país, com participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

A Bolívia passou a receber tratamento especial dos credores do chamado Clube de Paris, e o Brasil aderiu ao esforço de redução da dívida. Após negociações entre os dois países, o débito foi consolidado, em abril de 2003, em US$ 50.828.244,64.

Perdão

Desse total, o houve perdão de US$ 48.659.368,11. Restaram US$ 2.168.876,53: uma parcela de US$ 2.167.876,53, com vencimento em janeiro de 2006, que poderia ser prorrogado até janeiro de 2007, e outra de US$ 1 mil, a ser paga em até 30 dias da assinatura do contrato.

Se o pagamento maior fosse feito no prazo, haveria um desconto adicional de US$ 77.181,53, reduzindo essa parcela a US$ 2.090.695.

O acordo também estabeleceu o pagamento de juros pela Libor (London Interbank Offered Rate) de seis meses mais 2% ao ano. A Libor é a taxa de referência prevista no próprio contrato para o cálculo dos juros. Em caso de atraso, seria aplicada a mesma taxa.

Pagamento com imóvel 

Para quitar a parcela de US$ 2.090.695, a Bolívia entregou ao Brasil um imóvel de 2.842,57 m², no Edifício Multicentro, em La Paz, onde funciona a Chancelaria da Embaixada do Brasil.

O prédio foi avaliado exatamente no mesmo valor da parcela. Segundo os documentos enviados ao Senado, a transferência foi concretizada e o Brasil tornou-se proprietário do imóvel.

Extinção de fundo

A negociação incluiu ainda a extinção do Fundo de Desenvolvimento Brasil-Bolívia e a transferência dos ativos e passivos para o Tesouro Nacional. Com isso, o Tesouro recebeu US$ 13,28 milhões que estavam no Banco Central do Brasil, além de US$ 162,9 mil em créditos de empresas privadas que deviam ao fundo.

O acordo foi assinado em 2004, mas dependia da autorização do Senado para ter validade. Em 2008, o Senado autorizou a entrega do imóvel como pagamento, mas essa decisão não tratou das demais condições financeiras da reestruturação.

Além disso, quando a autorização foi dada, os prazos previstos no contrato já tinham vencido. Por isso, o acordo voltou agora ao Senado para serem aprovadas as condições da renegociação e confirmados os atos já praticados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA