CADA UM NA SUA ÁREA

Jayme Campos diz abertamente que o STF tem ‘invadido’ competências do Congresso

Jayme diz que STF invade outros poderes da república

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Política

Momento MT

Em Brasília, um dos assuntos mais rumorosos e que vem aumentando gradativamente nos últimos meses, é a já conhecida questão de invasão da chamada competência entre os poderes, principalmente, quando o judiciário invade atribuições claramente definidas, constitucionalmente, a outros poderes. Esse tipo de situação é que tem liderado essas polêmicas.       
Para aumentar a temperatura no assunto, o senador Jayme Campos (União) declarou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem “deslizado” e “usurpado” a competência do Congresso Nacional para decidir alguns temas em pauta do Brasil. Segundo o parlamentar mato-grossense, o Congresso tem aberto mão de suas prerrogativas, como o caso do marco temporal.

Jayme Campos, ao ser questionado se o STF vem passando por cima do Congresso Nacional em algumas questões, disse que sim, com certeza. O veterano senador explica que cada Poder Executivo deve estar no seu “quadrado” ao tomar decisões importantes para o futuro do país. Ele citou que o Executivo, Legislativo e o judiciário têm sua competência, porém, cada um com sua missão constitucional.

“Tomamos decisão em nome do Congresso, de maneira que acho que chegou o momento do Congresso reagir, sobretudo, na defesa daquilo que é a prerrogativa nossa, de fazer leis, de fiscalizar as ações do Poder Executivo e nunca, na hipótese alguma de usurpar das competências que certamente é do Supremo Tribunal Federal e a do Poder Executivo. Cada um no seu quadrado”, declarou durante entrega de maquinários às prefeituras de Mato Grosso, na tarde desta segunda-feira (2).

Jayme citou sobre os casos mais recentes, como a suspensão do Marco Temporal para reservas indígenas e a descriminalização da maconha. Ele deu exemplo do Marco Temporal, onde participou ativamente do assunto, articulou o projeto de lei.

Entrega de maquinários

Senador comentou sobre a importância da comunicação entre prefeitos, senadores e deputados, de acordo com ele, é dever do parlamentar atender aos pedidos dos prefeitos.

“Nós recebemos todos os dias prefeitos em nosso gabinete ou em nosso escritório aqui em Cuiabá e a obrigação do parlamentar, sobretudo senador, deputado estadual, federal, tem que atender os prefeitos, até porque eles que têm as demandas dos municípios”, afirmou.

 

 

 

 

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Comissão aprova porte de arma para tabeliães e registradores de cartórios

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que assegura o direito ao porte de arma de fogo para notários e registradores titulares de cartórios. A medida beneficia tanto os profissionais em atividade quanto os aposentados.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado General Girão (PL-RN), ao projeto original (PL 3125/25), do deputado Marcos Pollon (PL-MS).

A proposta altera a Lei dos Notários e Registradores para incluir o direito, desde que cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos exigidos pela legislação vigente.

Inclusão de aposentados
Uma das principais alterações feitas pelo relator no substitutivo foi garantir explicitamente o direito aos aposentados no texto principal da lei.

Girão argumenta que o risco de vingança ou hostilidade não cessa com o fim da atividade profissional, já que atos praticados no passado (como escrituras e registros litigiosos) podem gerar inimizades duradouras.

Não é porte automático
O relator enfatizou que a proposta não cria um porte “automático ou irrestrito”. Para ter acesso à arma, o tabelião ou registrador precisará comprovar:

  • Titularidade da delegação do serviço extrajudicial;
  • Capacidade técnica e aptidão psicológica (com laudos de profissionais credenciados);
  • Idoneidade moral;
  • Cumprimento das exigências de registro e renovação periódica previstas no Estatuto do Desarmamento.

O diferencial da proposta é que ela veda a imposição de exigências burocráticas adicionais que não estejam na lei, transformando a concessão em um ato vinculado ao cumprimento desses requisitos objetivos, retirando a discricionariedade (subjetividade) da Polícia Federal em negar o porte caso as condições legais sejam atendidas.

Riscos
Segundo o relator, a medida é necessária devido ao risco inerente à profissão. Tabeliães lidam diariamente com documentos sensíveis, transações de alto valor financeiro, questões fundiárias e decisões que impactam patrimônios, muitas vezes desagradando partes envolvidas.

“Tabeliães e registradores permanecem vinculados às consequências jurídicas dos atos que praticam 24 horas por dia”, afirmou General Girão, destacando que, em regiões de fronteira e no interior, esses profissionais muitas vezes representam a única autoridade pública presente, ficando expostos a ameaças e retaliações.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein



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