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Botafogo vence Racing na Argentina e assume topo do Grupo E na Sul-Americana

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O Botafogo conquistou sua primeira vitória na Copa Sul-Americana ao bater o Racing por 3 a 2, nesta quarta-feira (15), pela segunda rodada do Grupo E. Saindo do banco, Danilo definiu o placar nos acréscimos do segundo tempo, garantindo os três pontos fora de casa. Com o resultado, o Alvinegro chega a quatro pontos e lidera a chave, enquanto o time argentino soma três e cai para terceiro, atrás do Caracas (também com quatro, após vitória sobre o Independiente Petrolero).

Como foi o jogo

O Racing abriu o placar logo aos 4 minutos: após falta cobrada por Ignacio Rodríguez, o goleiro Neto falhou na saída e Santiago Sosa cabeceou para o fundo das redes. O Botafogo empatou aos 23, com Arthur Cabral aproveitando erro da defesa local para invadir a área e tocar na saída de Cambeses.

A virada veio aos 41 do primeiro tempo: Júnior Santos recebeu lançamento de Alexander Barboza, ganhou espaço na área e finalizou com categoria. No segundo tempo, aos 19, Ezequiel Cannavo lançou para Adrián Martínez, que tocou na pequena área para igualar. A emoção ficou para os 48: Kadir achou Danilo livre na área, e o atacante selou o triunfo botafoguense.

Próximos jogos

Botafogo
Jogo: Chapecoense x Botafogo
Competição: Brasileirão Série A – Rodada 12
Data: 18/04/2026 (sábado)
Horário: 18h30 (Brasília)
Local: Arena Condá

Racing
Jogo: Aldosivi x Racing
Competição: Campeonato Argentino – Rodada 14 (Abertura)
Data: 19/04/2026 (domingo)
Horário: 13h30 (Brasília)
Local: Estádio José María Minella

FICHA TÉCNICA
Racing 2 x 3 Botafogo
Competição Copa Sul-Americana – Rodada 2 (Grupo E)
Local Estádio Presidente Perón (El Cilindro), Avellaneda (ARG)
Data 15/04/2026 (quarta-feira)
Horário 19h (Brasília)
Cartões Amarelos Allan, Arthur Cabral, Mateo Ponte (Botafogo); Baltasar Rodríguez, Cannavo, Adrián Fernández (Racing)
Cartões Vermelhos Nenhum
Gols Santiago Sosa (4′ 1ºT, Racing); Arthur Cabral (23′ 1ºT, Botafogo); Júnior Santos (41′ 1ºT, Botafogo); Adrián Martínez (19′ 2ºT, Racing); Danilo (48′ 2ºT, Botafogo)
Arbitragem Árbitro: Cristian Garay (CHI)
 Racing Cambeses; Cannavo, Pardo, Colombo, Ignácio Rodríguez; Santiago Sosa, Baltasar Rodríguez (Zuculini), Gonzalo Sosa (Adrián Fernández), Martirena (Vergara); Martínez e Conechy (Solari). Técnico: Gustavo Costas
 Botafogo Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Barboza, Alex Telles (Caio Roque); Allan, Edenílson (Danilo), Medina; Matheus Martins (Barrera), Júnior Santos (Villalba) e Arthur Cabral (Kadir). Técnico: Franclim Carvalho

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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