MATO GROSSO

Horário estendido: Comissão do TCE-MT recomenda ao estado e municípios adequações na rede primária de saúde

Na ocasião, Guilherme Antonio Maluf também chamou a atenção para a necessidade de capacitação dos profissionais e destacou o fomento de soluções tecnológicas para que as gestões possam reduzir custos e aumentar a agilidade dos serviços. 

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Foto: Tony Ribeiro

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) recomendou ao estado e aos municípios que estendam o horário de atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e fortaleçam a rede de atenção primária. Para tanto, o presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do órgão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, estabeleceu uma série de medidas aprovadas na sessão ordinária desta terça-feira (3).

Aprovada por unanimidade, a nota recomendatória considera a falta de resolutividade constatada nos atendimentos prestados nesta etapa, apontada como a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).  Diante disso, o conselheiro explicou que a atenção primária de qualidade pode reduzir os gastos totais e melhorar a eficiência na saúde, reduzindo as internações hospitalares.

Sobre o horário de atendimento, Maluf disse que o objetivo é ampliar o acesso.  “Os atendimentos terminam ao final da tarde e a maior parte dos trabalhadores chega do trabalho após às 18h. Não há necessidade de se fazer mais prontos socorros ou mais unidades de pronto atendimento, basta estender o horário de funcionamento. Desta forma, vamos otimizar o tempo e teremos atendimento para quem não consegue atender aos horários que estão ali.”

A questão foi reforçada pelo conselheiro Sérgio Ricardo, que elogiou a iniciativa. “Podem existir mais estruturas de saúde que funcionem 24h, basta que o profissional seja pago. A mesma unidade de saúde pode dobrar o seu volume de atendimento se for utilizada após às 18h. Essas orientações agilizarão a mudança e isso chega em quem mais precisa que é a população.”

Na ocasião, Guilherme Antonio Maluf também chamou a atenção para a necessidade de capacitação dos profissionais e destacou o fomento de soluções tecnológicas para que as gestões possam reduzir custos e aumentar a agilidade dos serviços.  “A maioria dos prédios não têm tecnologia da informação e, se tem, não está integrada. Precisamos ter uma rede de comunicação e de TI solidificada.”

Direcionada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e secretarias municipais de saúde, a nota recomendatória inclui ainda a implantação de programa de meritocracia para melhora no índice do grau de satisfação dos usuários do SUS; padronização das UBSs para que atendam satisfatoriamente às demandas; acessibilidade nas unidades; atendimento humanitário; atendimento domiciliar e implantação de serviços de saúde bucal.

Ao tratar sobre a priorização orçamentária do setor, Maluf chamou a atenção para o programa estadual “Não há melhor cura que a prevenção” e destacou que esta área está inserida entre as prioridades do governo federal. “A implementação destas políticas tem impacto positivo sobre todo o sistema público de saúde, razão pela qual os investimentos devem ser prioritários.”

Vale destacar que a atenção primária é formada, além da UBSs, pelas equipes de saúde da família, pelos Núcleos de Apoio às Saúde da Família e pelos agentes comunitários de saúde.  Assim, Maluf avaliou que a boa gestão na rede traz alta resolutividade para todo o setor, o que reforça a importância da adoção das recomendações. “Que os futuros postos de saúde já sejam implantados considerando esses requisitos”, concluiu.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT

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Comissão aprova porte de arma para tabeliães e registradores de cartórios

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que assegura o direito ao porte de arma de fogo para notários e registradores titulares de cartórios. A medida beneficia tanto os profissionais em atividade quanto os aposentados.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado General Girão (PL-RN), ao projeto original (PL 3125/25), do deputado Marcos Pollon (PL-MS).

A proposta altera a Lei dos Notários e Registradores para incluir o direito, desde que cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos exigidos pela legislação vigente.

Inclusão de aposentados
Uma das principais alterações feitas pelo relator no substitutivo foi garantir explicitamente o direito aos aposentados no texto principal da lei.

Girão argumenta que o risco de vingança ou hostilidade não cessa com o fim da atividade profissional, já que atos praticados no passado (como escrituras e registros litigiosos) podem gerar inimizades duradouras.

Não é porte automático
O relator enfatizou que a proposta não cria um porte “automático ou irrestrito”. Para ter acesso à arma, o tabelião ou registrador precisará comprovar:

  • Titularidade da delegação do serviço extrajudicial;
  • Capacidade técnica e aptidão psicológica (com laudos de profissionais credenciados);
  • Idoneidade moral;
  • Cumprimento das exigências de registro e renovação periódica previstas no Estatuto do Desarmamento.

O diferencial da proposta é que ela veda a imposição de exigências burocráticas adicionais que não estejam na lei, transformando a concessão em um ato vinculado ao cumprimento desses requisitos objetivos, retirando a discricionariedade (subjetividade) da Polícia Federal em negar o porte caso as condições legais sejam atendidas.

Riscos
Segundo o relator, a medida é necessária devido ao risco inerente à profissão. Tabeliães lidam diariamente com documentos sensíveis, transações de alto valor financeiro, questões fundiárias e decisões que impactam patrimônios, muitas vezes desagradando partes envolvidas.

“Tabeliães e registradores permanecem vinculados às consequências jurídicas dos atos que praticam 24 horas por dia”, afirmou General Girão, destacando que, em regiões de fronteira e no interior, esses profissionais muitas vezes representam a única autoridade pública presente, ficando expostos a ameaças e retaliações.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein



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