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Fiscalização do Trabalho continua mobilizada; confira canais de atendimento em MT

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Da Redação

A crise causada pelo novo coronavírus não é apenas de saúde, mas também social e econômica, com resultados que tendem a ser graves para os trabalhadores brasileiros. As questões trabalhistas que emergem da situação precisarão de respostas rápidas e satisfatórias. Se em tempos normais a Inspeção do Trabalho mostra-se necessária ao equilíbrio das relações sociais do trabalho, no período em curso, essa atuação é ainda mais importante.

Um aspecto desse cenário diz respeito aos empregados dos setores e serviços essenciais – são pessoas que não podem adotar o isolamento social e têm que atuar para garantir o mínimo de funcionalidade para o restante da sociedade. Exercem suas atividades, por exemplo, nos serviços de saúde, em farmácias, em supermercados, em empresas de call center. Em relação a eles, um dos maiores desafios é garantir que as normas de segurança e saúde sejam aplicadas, para preservá-los da infecção.

“Confira canais de atendimento disponibilizados em Mato Grosso para dúvidas e informações”.

Nesse campo, a atuação da fiscalização é decisiva para proteção desses trabalhadores, confirmando a Inspeção do Trabalho como serviço essencial do Estado. Auditores-Fiscais do Trabalho integram o esforço nacional para o enfrentamento do novo coronavírus e contribuem com orientações e notificações aos segmentos essenciais para que cumpram as normas de segurança e saúde ocupacionais, observando com rigor regras de higiene e distanciamento social, por exemplo.

Outro aspecto desse cenário relaciona-se aos direitos dos empregados que estão em trabalho remoto, ou que foram afastados de atividades, ou ainda demitidos. Daí emergem questões como redução salarial, recebimento dos direitos no caso de rescisão do contrato de trabalho. E, a mais importante: como muitos desses trabalhadores irão garantir uma renda mínima nesse período marcado por incertezas e apreensão. Renda mínima é também a questão principal para os informais.

Aqui importa observar o exemplo de outros países. Muitos perceberam a importância das políticas anticíclicas diante do panorama de desaceleração econômica, que incluem, como parte fundamental, proteção do emprego e amparo aos trabalhadores formais e informais e aos segmentos mais carentes da sociedade. Nessa esteira seguem, por exemplo, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Portugal, Argentina e Chile, que assim agem para evitar o colapso econômico que pode ocorrer com a ausência da circulação do dinheiro proveniente da renda do trabalho.

No Brasil, sociedade, organizações, autoridades e entidades, entre elas o SINAIT, veem com preocupação as medidas econômicas até agora adotadas pelo governo para fazer frente à crise causada pela Covid-19. Uma das primeiras ações do governo, por meio da Medida Provisória – MP nº 927/2020, foi a autorização para que empresas suspendessem contratos de trabalho e cortassem até metade do salário dos empregados. Depois da péssima repercussão e de uma enxurrada de críticas, o governo acabou por revogar o dispositivo da MP que aprovava esse descalabro.

Auditoria-Fiscal do Trabalho preparada

Em todo o País, os Auditores-Fiscais do Trabalho seguem atuantes para fazer frente às demandas da crise. Mesmo com o menor quadro de servidores dos últimos 20 anos, os Auditores mantêm o compromisso com a orientação dos trabalhadores, com a notificação das empresas, agora focada nos setores essenciais, com a fiscalização das condições de trabalho, principalmente as relacionadas à segurança e saúde ocupacionais.

Neste período, a Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso está disponibilizando atendimento pelos telefones (65) 3616-4801 ou 4811 para dúvidas em informações, além do e-mail: trabalho.mt@mte.gov.br.

Para dúvidas e orientações trabalhistas, trabalhadores e empregadores podem recorrer ao Plantão Fiscal pelo número (65) 9 9626-6741 ou pelo e-mail plantalfiscal.mt@mte.gov.br.

Os atendimentos ocorrem de segunda-feira à sexta-feira das 8h às 17h.

Outros canais disponíveis são o site www.trabalho.gov.br ou pelo número 158 (Alô Trabalho).

Foto: SRTB-MT

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CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.

“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.

O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações. 

“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.

Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.

Tarifas

As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%). 

No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.

Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.

No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:

Nota à Imprensa

Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.

Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.

O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.

Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.

O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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