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Eduardo Botelho destaca produção do filme “Cuiabá 300 anos em 100 minutos”

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Da Redação

“O registro histórico é um dos alicerces que dá sentido aos povos e, principalmente, aos moradores de uma cidade. Com Cuiabá não é diferente. Preservar a memória institucional da cidade é manter os fatos vivos. É uma forma de fortalecer as raízes culturais e valorizar nossa gente”. A afirmação foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), durante sessão solene que homenageou o trabalho das personalidades envolvidas na produção do longa-metragem “Cuiabá 300 anos em 100 minutos”, realizada na sexta-feira (8), no Plenário das Deliberações, numa iniciativa do deputado Wilson Santos (PSDB).

O evento também reconheceu a importância de pessoas que contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento da cidade. Dentre eles, o cuiabano e general de Exército Júlio Cesar de Arruda, que recebeu a comenda Marechal Cândido da Silva Rondon, bem como outras personalidades que receberam moção de aplausos.

“É uma sessão histórica para a Assembleia Legislativa. Homenageamos pessoas que fizeram a Cuiabá dos 300 anos. São personagens que trabalharam muito por Cuiabá. É o caso da dona Eulália da Silva Soares [que faz o tradicional bolo de arroz e de queijo], do general, de Bonilha Filho, dentre outros que trabalharam muito aqui e nesse rol me incluo porque também convivi toda minha vida em Cuiabá. Esse momento é muito gratificante”, afirmou Botelho. 

Em seu discurso, ressaltou todo o trabalho até que o filme estivesse pronto. “Vocês escreveram um pouco da história destes 300 anos da nossa querida Cuiabá através deste filme. Souberam usar bem isso, ouvindo pessoas, deixando as pessoas contarem as histórias através dos painéis, por isso esta homenagem é tão especial e merecida. Parabéns a toda a equipe que pensou, que produziu, que participou do filme ‘Cuiabá 300 anos em 100 minutos’”, comemorou Botelho.

O médico Ivens Cuiabano Scaff participou do longa-metragem como médico antigo e poeta. “A capital tem uma característica interessante. É um ponto de chegada, aqui vivia os bororos e vieram os bandeirantes, época em que descobriram ouro, foi uma loucura que quase esvaziou São Paulo. Desde essa corrida pelo ouro vieram levas e levas de imigrantes. Então, Cuiabá tem essa característica de ser uma cidade atrativa. Eu, por exemplo, sou neto de libaneses, temos migração japonesa, italiana, do Rio Grande do Sul, do Paraná e é esse pote de fusão que faz Cuiabá ser o que é”, avaliou.

Idealizador do filme-documentário, Dario César Scherner disse que a sessão solene brinda o documentário que registrou homens e mulheres que representam a maioria das profissões em Cuiabá desde a sua fundação. 

“Temos uma linha do tempo na área da saúde, de como os médicos iam trabalhar antes, a cavalo, depois de motocicletas, como era medicina domiciliar até chegar na tecnologia de hoje. A mesma coisa os advogados, quem eram os advogados há 300 anos e quais são os baluartes do direito atualmente. Assim, também no esporte, culinária, cinema, artes visuais, música, cultura, com o ser cuiabano, o fazer cuiabano. Seja em qualquer segmento tem esses testemunhais de pessoas escolhidas a dedo, para que pudéssemos registrar um pouquinho em 100 minutos, para que Cuiabá tenha esse registro para as próximas gerações”, explicou Scherner.

Comenda – O general Júlio César de Arruda agradeceu a condecoração e lembrou as dificuldades que enfrentou para estudar, já que seus pais não dispunham de condições financeiras para dar estudo aos 10 filhos. “Então, o caminho que Rondon fez eu também fiz, de estudar e prestar concurso, ir para a carreira militar e chegar onde estou hoje. É uma satisfação enorme receber essa comenda. Rondon tem que ser exemplo para todos nós”, finalizou.

Fonte: ALMT / Foto ALMT

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Sargento Reginauro defende aprovação do Estatuto da Vítima

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O senador Sargento Reginauro (PSDB-CE) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (13), a aprovação do projeto de lei que institui o Estatuto da Vítima. O parlamentar afirmou que o PL 3.890/2020, pode ampliar a proteção e a assistência às pessoas atingidas pela violência e destacou a situação de vítimas do crime organizado no Ceará. A proposta foi aprovada em julho pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e seguiu para o Plenário do Senado. 

Reginauro relatou casos de moradores que, segundo ele, são obrigados por facções criminosas a deixar suas residências e de comerciantes que fecham estabelecimentos por imposição desses grupos. De acordo com o senador, as vítimas enfrentam prejuízos materiais e emocionais sem receber assistência adequada do poder público.

— Nós temos pessoas sendo expulsas de suas casas e a Polícia Militar está sendo enviada meramente, em muitos casos, para escoltar caminhões de mudança de cidadãos de bem que estão sendo expulsos por facções. A vítima está sempre em desvantagem, porque ela, além de sofrer com a agressão, além de sofrer com a perda de um ente amado, além de sofrer com a perda do seu bem, sofrer com a perda do seu negócio, ainda se sente completamente desamparada — afirmou.

O parlamentar também citou casos de violência contra a mulher e defendeu maior efetividade das medidas de proteção. Para ele, vítimas que procuram as autoridades nem sempre recebem proteção em tempo hábil.

— O Ceará tem um dos maiores índices de feminicídio do Brasil e, infelizmente, a maioria das mulheres assassinadas já recorreu, já foi até à delegacia, mas não foram protegidas. As leis não chegam até elas, as medidas protetivas não chegam no tempo certo e elas acabam sendo, depois, assassinadas, mesmo relatando que estavam com a sua vida em risco. Esse Estatuto da Vítima chega em boa hora — declarou.



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