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Deputado discute valorização salarial do Sistema Penitenciário na Casa Civil

Delegado Claudinei se reuniu com secretários do governo e representantes do Sistema Prisional

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Política

Foto: Samantha dos Anjos ALMT

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) esteve reunido na Secretaria da Casa Civil de Mato Grosso, nessa terça-feira (14), para discutir a valorização salarial de servidores do Sistema Penitenciário. No encontro, estiveram presentes o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (PDT), os secretários da Casa Civil, Mauro Carvalho, e o de Gestão e Planejamento (Seplag), Basílio Bezerra, parlamentares e representantes do sindicato da instituição.

“Essa reunião foi bastante produtiva. Abordamos a situação dos servidores do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Sistema Socioeducativo e da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) que estão com os salários bastante defasados. É algo que já estávamos cobrando. Temos que conversar e debater para ser feito a análise para a atualização desses valores salariais”, explica o parlamentar.

De acordo com Otaviano, a gestão estadual vai buscar fazer uma análise e ver as possibilidades, mas não teria como resolver de uma vez os “erros” cometidos no passado. 

“Vamos escutar, no sentido de ver esses números e fazer um trabalho interno na Seplag e Casa Civil, junto com os técnicos da Sesp (Secretaria de Segurança Pública), para entender e começar a construir uma alternativa. A categoria da polícia penal teve um grande avanço com o Departamento da Polícia Penal. Isso vai dar celeridade e autonomia,  muito diferente de 2019 para cá. Toda essa construção é fruto desses diálogos. Todos têm direito de vir e fazer as suas reivindicações, para que a gente entenda a situação particular de cada um”, explicou o vice-governador.

O servidor Orlando Vilela, representante da Comissão de Valorização da Polícia Penal, apresentou a prévia de um estudo realizado que aponta a viabilidade econômica e financeira para o Estado realizar os devidos ajustes salariais. 

“A gente trouxe números bem significativos, para que possa sensibilizar o governo. A nossa petição é justa, porque nós vamos demonstrar que o Estado economizou através de um sistema de gestão e somos a favor desse novo sistema. O Estado economizou com uma série de medidas tomadas que trouxe o princípio da economicidade”, ressaltou.

Ele acrescentou que as classes A, B, C e D do Sistema Prisional possuem respectivamente, 192, 31, 1.395 e 926 policiais penais. “O maior impacto financeiro está nas classes C e D do concurso público de 2011. A nossa folha gira em torno R$ 242 milhões anual. Com essa nova tabela e nova proposta ao governo, a folha passa a ser de R$ 539 milhões por ano. O salário do policial penal é o menor dentro da categoria de segurança pública de Mato Grosso”, expôs Vilela.

Com os dados apresentados, o secretário Basílio explicou que foi feito um trabalho gigantesco para a geração de economia por parte do governo. “O que acontece é que os gastos são apurados de forma anual. É obrigação do Estado gerar economia em tudo que se faz. Temos que pensar nos impactos futuros, temos que fazer essas análises com bastante tranquilidade, pois existem várias carreiras que também tem todas as justificativas”, declara.

Mauro Carvalho salientou que é importante ouvir as demandas e que o governo de Mato Grosso é sensível nas reivindicações de melhorias salariais, conforme as informações apresentadas pelos representantes do sindicato.

 “Realmente temos que fazer um estudo interno no governo. A partir desse estudo técnico, vamos novamente sentar com a categoria para discutir os ajustes que poderão ocorrer no ano de 2022”, esclareceu o secretário da Casa Civil.

Convocação – Na reunião, deputado Delegado Claudinei aproveitou para indagar os secretários sobre as nomeações dos aprovados nos concursos dos sistemas Penitenciário e Socioeducativo.

 “Cobramos mais uma vez essas nomeações e há a possibilidade de sair até o final do ano. O importante que está avançando e não pararam os estudos e as conversas com o governador. Assim que inaugurarem o prédio do Socioeducativo de Rondonópolis vão iniciar as novas construções de unidades em outros municípios, para as novas contratações”, informou o parlamentar.

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Leitura transforma vidas e reduz conflitos no Centro de Detenção de Cáceres

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Um projeto que começou atendendo 20 pessoas privadas de liberdade hoje alcança mais de 220 reeducandos no Centro de Detenção Provisório Masculino de Cáceres. Os resultados vão além da remição de pena: melhora na escrita, desenvolvimento do senso crítico, ampliação do vocabulário e até redução de conflitos dentro da unidade prisional.

A experiência foi apresentada durante a capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A pedagoga Janaína Cardoso Luiz, que coordena o projeto na unidade junto com a coordenadora Aline Aparecida Rocha, compartilhou os resultados durante capacitação realizada de forma virtual, pela plataforma Teams. Ela relatou que, no início, enfrentou barreiras significativas para levar livros até os reeducandos, inclusive dentro de raios dominados por facções. “A princípio, eu nunca tinha trabalhado nesse projeto de remição pela leitura do sistema prisional. É bem desafiador no primeiro momento, mas o trabalho foi feito com base na leitura, com o intuito de levar conhecimento e promover a reinserção pessoal e social”, disse Janaína.

Com o tempo, o projeto foi ganhando força. Hoje, a pedagoga entra na unidade uma vez por mês para conduzir rodas de conversa, acompanhar as produções escritas dos reeducandos e entender quais novas obras podem atender ao grupo, que já demonstra preferências literárias e tem acesso a dicionários para compreender palavras desconhecidas.

Os resultados foram analisados por meio das resenhas produzidas pelos próprios reeducandos. Segundo Janaína, ao longo do projeto os participantes demonstraram maior capacidade de reflexão sobre suas trajetórias de vida e passaram a reconhecer a leitura como um caminho de transformação. “Houve uma percepção do fortalecimento da redução de conflitos e melhora na convivência dentro do ambiente prisional”, afirmou.

Entre os relatos apresentados na palestra, estava o de um jovem de 23 anos, detento na unidade de Cáceres, que descreveu como os livros trouxeram conhecimento sobre culturas, línguas e histórias de grandes personalidades que marcaram o mundo, e como isso passou a ocupar sua mente de forma produtiva durante o tempo de reclusão. “Quem sabe, como eu falo, vão sair dali pensando em uma faculdade, em traçar novos caminhos”, disse Janaína ao encerrar sua apresentação.

Ação conjunta do Judiciário

A capacitação é uma realização do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

O evento tem como objetivos capacitar professores e pedagogos para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional e alinhar as ações desenvolvidas no estado às diretrizes do Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e à Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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