Esporte
Fluminense empata com Cruzeiro e segue no G-4 do Brasileirão
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Fluminense e Cruzeiro ficaram no 1 a 1 neste domingo, no Mineirão, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um jogo de momentos distintos e que acabou deixando cada equipe com uma sensação diferente ao apito final. O time carioca abriu o placar com John Kennedy, mas os donos da casa reagiram na etapa final e chegaram à igualdade com Matheus Pereira.
O resultado mantém o Fluminense na parte de cima da tabela antes da paralisação para a Copa do Mundo. A equipe vai para a pausa na terceira colocação, com 31 pontos, três atrás do vice-líder Flamengo. Já o Cruzeiro soma 24 pontos e ocupa a 11ª posição no campeonato.
O jogo
Em campo, o Fluminense suportou a pressão exercida pelo Cruzeiro durante boa parte do primeiro tempo, especialmente por jogar fora de casa. Mesmo assim, conseguiu ser letal no momento certo. Aos 43 minutos, em uma saída rápida, John Kennedy recebeu pela direita, venceu Jonathan Jesus na corrida, trouxe a bola para o centro e finalizou cruzado, marcando um golaço e colocando o visitante em vantagem.
Na volta do intervalo, o Cruzeiro aumentou a intensidade em busca da reação e conseguiu transformar a pressão em gol aos 30 minutos. Matheus Pereira cobrou falta com precisão e contou com um desvio de cabeça de Jemmes para enganar Fábio e deixar tudo igual no Mineirão.
Depois do empate, o confronto seguiu equilibrado, com as duas equipes tentando encontrar espaços para desempatar a partida, mas sem sucesso. No fim, o placar acabou refletindo a disputa acirrada entre os dois times em Belo Horizonte.
Próximas partidas
Cruzeiro
Internacional x Cruzeiro (19ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data: a definir
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Fluminense
Fluminense x RB Bragantino (19ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data: a definir
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Cruzeiro 1 x 1 Fluminense | |
| Competição | Campeonato Brasileiro |
| Local | Mineirão, em Belo Horizonte (MG) |
| Data | 31 de maio de 2026 (domingo) |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Lucas Romero e Fabrício Bruno (Cruzeiro); Millán e Samuel Xavier (Fluminense) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Gols | John Kennedy, aos 43′ do 1ºT (Fluminense); Matheus Pereira, aos 30′ do 2ºT (Cruzeiro) |
| Cruzeiro | Otávio; Fagner (Bruno Rodrigues), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Kaiki Bruno; Gerson, Lucas Romero (Matheus Henrique), Matheus Pereira; Arroyo (Kenji), Villarreal, Christian (Chico da Costa). Técnico: Artur Jorge. |
| Fluminense | Fábio; Guga, Jemmes, Millán, Arana (Renê); Martinelli, Bernal (Hércules), Savarino; Serna, John Kennedy (Cano), Soteldo (Acosta). Técnico: Luis Zubeldia. |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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