Economia
Cirurgias oftalmológicas e exames do aparelho digestivo marcam mais uma etapa do Fila Zero em Várzea Grande
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Nessa reta final do mês, até amanhã dia 30 de maio, 100 cirurgias oftalmológicas, 30 endoscopias e 20 colonoscopias estão agendas para pacientes regulados, que estavam em fila de espera e já foram contatados pelos prestadores de serviço.
Pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde de Várzea Grande (SUS) estão sendo chamados para realização de cirurgias oftalmológicas e exames de imagem do aparelho digestivo. Todos os procedimentos estão sendo realizados em forma de mutirão e em unidades da rede privada conveniadas com a prefeitura e com o governo do Estado, por meio do programa Fila Zero.
Nessa reta final do mês, até amanhã dia 30 de maio, 100 cirurgias oftalmológicas, 30 endoscopias e 20 colonoscopias estão agendas para pacientes regulados, que estavam em fila de espera e já foram contatados pelos prestadores de serviço.
Somente em relação às cirurgias de pterígio e de catarata (facoemulsificação), 300 procedimentos terão sido realizados em mutirão – de 25 a 30 de maio -, nas unidades do Vitalle e do Centro Mato-grossense de Oftalmologia (CMO). Já a FEB Saúde está realizando, todos os sábados, o mutirão de endoscopia digestiva alta e colonoscopia até finalizar a fila de espera.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destaca que a adesão ao programa estadual Fila Zero foi uma das primeiras medidas adotadas por sua gestão, há pouco mais de um ano, e que os resultados da iniciativa podem ser vistos nos quatro cantos da cidade. “Foi a primeira vez que Várzea Grande ofertou o Fila Zero e esse programa ajudou muito no atendimento de pacientes que até o ano passado estavam há dois, três, cinco e até dez anos em fila de espera por cirurgias. Nesse mutirão oftalmológico, por exemplo, já estamos atendendo pacientes que foram regulados no ano passado”, comemora.
No caso dessa ação específica voltada à saúde ocular da população de Várzea Grande, “estamos ofertando procedimentos, de um certo ponto de vista simples, mas que trazem qualidade de vida a quem precisa. Poder enxergar de forma nítida, não tem valor. Nossa meta é garantir dignidade, independência e qualidade de vida aos várzea-grandenses. A cirurgia de catarata é simples, mas transforma vidas”, atesta a prefeita.
Em média esses procedimentos e exames têm valores entre: R$ 600 a R$ 1.500 para a endoscopia e de R$ 900 a r$ 2.500 para a colonoscopia e de R$ 1.500 a R$ 4.000 por olho para cirurgia de pterígio, enquanto a de catarata varia de R$ 3.000 a R$ 5.500 por olho.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, afirma que esses mutirões têm como objetivo reduzir a fila de espera, ampliar a oferta de exames especializados no SUS de Várzea Grande, o mais importante: dar celeridade aos diagnósticos. “Obedecendo aos princípios constitucionais da universalidade, integridade e equidade do SUS, a atual gestão municipal promove assistência humanizada, resolutiva e regionalizada à população usuária da rede pública de saúde”.
A superintendente de Avaliação, Controle e Regulação da secretaria municipal de Saúde, Márcia Figueiredo de Souza, frisa que todos esses atendimentos estão contemplando pacientes previamente regulados e visam abreviar o tempo de espera. “Os mutirões atendem aos critérios técnicos, assistenciais e de priorização estabelecidos pela Central de Regulação do Município, assegurando transparência, organização e efetividade na execução dessas ações”.
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Economia
Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%
O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre do ano passado, houve 8,26 milhões de registros.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.
Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto as suspeitas como as consumações de golpes.
Sistema colaborativo
O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas. O sistema centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e fraudadores e permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas.
Além de apoiar as estratégias de prevenção a golpes, o Rufra também atende às exigências da Resolução 501 do Banco Central, que tornou mais robusta a troca de informações entre as instituições financeiras. Com isso, tentativas de fraude que antes deixavam de ser registradas passaram a integrar uma base única de inteligência, ampliando a capacidade de detecção do sistema financeiro.
Principais números
- Mais de 9 milhões de indícios de fraudes no primeiro semestre de 2026;
- Alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025;
- 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares;
- 94% envolveram contas correntes;
- 85% utilizaram o Pix para movimentação dos recursos;
- 40% dos casos tiveram origem em golpes de engenharia social;
- 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no período;
- Cerca de 799 mil vítimas sofreram golpes duas vezes ou mais.
Novas regras
Segundo a Quod, o aumento dos registros não representa apenas uma expansão da atividade criminosa, mas também um avanço na capacidade de monitoramento do mercado.
“O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema”, afirma Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod.
Celular e Pix
O ambiente digital continua concentrando a maior parte das fraudes financeiras no país.
O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, tornando-se o principal canal explorado pelos criminosos. As contas correntes apareceram em 94% dos indícios, enquanto o Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das fraudes.
Golpes psicológicos
A engenharia social segue como a principal estratégia utilizada pelos criminosos.
Essa modalidade, baseada na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou convencê-las a realizar transferências, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.
Perfil das vítimas
Os dados mostram que os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras.
Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,98% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos.
O levantamento também identificou elevado índice de reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no semestre, aproximadamente 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.
Prevenção
A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular.
“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja”, orienta Danilo Coelho.
A Quod é uma datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito. A empresa desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.
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