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Polícia Militar e PRF apreendem 550 quilos de maconha em Porto Alegre do Norte

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Ação conjunta do 10º Comando Regional da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 550 quilos de substância análoga à maconha, na noite desta quarta-feira (3.6), na BR-158, em Porto Alegre do Norte. Na ação, dois homens, de 26 e 27 anos, foram presos em flagrante por associação para tráfico de drogas e dois carros foram apreendidos.

Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu informações de agentes da PRF sobre veículos suspeitos que estavam transportando entorpecentes e que iriam transitar pela BR-158. Diante da situação, as equipes das cidades de Vila Rica, Confresa e Porto Alegre do Norte montaram barreiras e pontos de bloqueio ao longo da rodovia.

Durante o patrulhamento, os militares flagraram um veículo HB20 branco deixando uma estrada vicinal, fugindo em alta velocidade ao ver os policiais. Rapidamente, a PM iniciou acompanhamento e conseguiu abordar o carro, que estava ocupado por dois homens com um rádio de comunicação. Eles foram conduzidos para averiguações.

Em seguida, as equipes continuaram buscas na mesma área e encontraram um Jeep Compass abandonado na beira de uma região de mata, também com um rádio comunicador, que estava na mesma frequência do rádio encontrado com os dois suspeitos.

Na continuidade das diligências, os policiais entraram na mata e encontraram 25 fardos contendo tabletes de substância análoga à maconha. A droga foi recolhida e levada para a unidade militar de Porto Alegre do Norte, constatando que se tratavam de 550 quilos de entorpecentes.

Em entrevista aos suspeitos detidos, eles confessaram o crime e que estavam servindo como batedores do Jeep Compass com as drogas. Eles afirmaram que haviam saído de Rondonópolis com os entorpecentes e que teriam como destino a cidade de Imperatriz, no Estado do Maranhão.

Os suspeitos também afirmaram que havia um terceiro veículo, não identificado, em conjunto com a quadrilha. Os demais criminosos envolvidos no tráfico de drogas não foram localizados até o momento.

Com o flagrante, os suspeitos, as drogas e os veículos apreendidos foram levados para a delegacia de Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Fonte: PM MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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