Política
Cuiabá e Várzea Grande unificam ações contra o Coronavírus e criam rede de atendimento
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Da Redação
Foi dado o primeiro passo para a criação de uma rede de combate e atendimento unificado a população neste período de pandemia do Coronavírus. Na tarde da última quarta-feira (25), o prefeito Emanuel Pinheiro esteve em companhia da prefeita Lucimar Campos juntamente com os secretários de Saúde dos dois municípios e seus devidos comitês de enfrentamento para dialogar e definir as medidas que guiarão a região metropolitana durante o isolamento social.
O prefeito de Cuiabá destacou a vontade política que une Cuiabá e Várzea Grande neste momento de pandemia e destacou que as fronteiras entre as duas cidades devem ser superadas para minimizar os impactos da doença na população da região metropolitana.
“Nós já estamos executando ações preventivas, cada um à sua maneira, mas agora nós temos que preparar o segundo passo, que é a rede de atendimento. Temos que construir essa rede, como vai ser esse atendimento. Por que as ações tem que acontecer com antecedência, não vamos esperar o problema chegar, deus queira, vamos rezar e trabalhar para isso, para que não chegue, mas se chegar, que chegue com a menor intensidade possível na população. Como gestores nós temos que nos preparar”, destacou o prefeito de Cuiabá.
Como as duas cidades mais populosas do Estado e referência em atendimento de saúde para muitos municípios do Estado, a intenção dessa unificação é padronizar prevenção e atendimento e unir recursos, para minimizar o contágio na região metropolitana e consequentemente em todo território de Mato Grosso.
Ciente da gravidade da situação, a prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos agradeceu a disposição de Pinheiro e sua equipe.
“Eu quero aqui, Emanuel, dizer que é uma preocupação muito grande o que estamos atravessando. Nós somos uma cidade de 300 mil habitantes, nós não temos capacidade de fazer um trabalho como nós gostaríamos de fazer, mas eu acho que, com toda certeza, essa nossa união vai nos dar condições para realizar um atendimento melhor. Por isso, quero agradecer a sua presença e sua atenção conosco em Várzea Grande”, disse a prefeito Lucimar Campos.
As medidas que resultarão da união de ações dos dois maiores municípios de Mato Grosso serão apresentadas ao Governo do Estado como contribuição para as decisões que nortearão o combate em todo o Estado, que será capitaneada pelo Governador Mauro Mendes, como ficou estabelecido em última reunião no Palácio Paiaguás na última segunda-feira (23).
“O timoneiro de Várzea Grande é a prefeita, o timoneiro de Cuiabá é o prefeito, o timoneiro do Estado é o governador. Então ele tem que assumir a liderança. Mas nós queremos colaborar com o Governo do Estado, porque sabemos o que fazer. Aqui é a rede básica, a mais importante e na hora do desespero, a maioria dos municípios do Estado não tem condições e vão vir para cá, e nós não podemos negar atendimento”, finalizou Pinheiro.
Foto: Prefeitura CBA.
Política
CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.
“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.
O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações.
“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.
Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.
Tarifas
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%).
No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.
Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.
No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:
Nota à Imprensa
Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.
Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.
O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.
O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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