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Audiência da operação Sanguessuga que envolve Welligton Fagundes é marcada pela Justiça

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Da Redação

Está marcado para o dia 4 de dezembro a realização da audiência visando a oitiva de testemunhas em ação proveniente da Operação Sanguessuga contra o senador mato-grossense, Welligton Fagundes (PR). A audiência foi marcada pelo juiz da 7ª Vara Federal de Mato Grosso, Paulo Cézar Alves Sodré. As testemunhas serão ouvidas através de videoconferência, as testemunhas que serão ouvidas serão Nelson Dias de Moraes e Luiz Carlos Aranha Pietch.

O caso tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Rosa Weber reconheceu no dia 30 de maio o fim do foro privilegiado do senador. De acordo com a acusação, o senador teria recebido valores indevidos no período entre 2001 e 2006, na época, Welligton Fagundes era deputado federal, os valores seria em troca de assinatura de emendas parlamentares que autorizavam convênios entre União e municípios para a aquisição de ambulâncias.

A empresa Planam tinha as licitações direcionadas para si, em troca da operação a empresa transferia recursos para a conta do então deputado federal e de seus parentes, as operações eram realizadas através de empresas vinculadas.

Um dos relatos da denúncia, mostra que o atual senador teria disponibilizado seu mandato para favorecer Darci e Luiz Antônio Vedoin, que são proprietários do grupo Planam, a quem  teria garantido recursos por meio de emendas parlamentares, que subsidiaram a aquisição dos veículos em diferentes municípios de Mato Grosso.

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Sargento Reginauro defende aprovação do Estatuto da Vítima

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O senador Sargento Reginauro (PSDB-CE) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (13), a aprovação do projeto de lei que institui o Estatuto da Vítima. O parlamentar afirmou que o PL 3.890/2020, pode ampliar a proteção e a assistência às pessoas atingidas pela violência e destacou a situação de vítimas do crime organizado no Ceará. A proposta foi aprovada em julho pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e seguiu para o Plenário do Senado. 

Reginauro relatou casos de moradores que, segundo ele, são obrigados por facções criminosas a deixar suas residências e de comerciantes que fecham estabelecimentos por imposição desses grupos. De acordo com o senador, as vítimas enfrentam prejuízos materiais e emocionais sem receber assistência adequada do poder público.

— Nós temos pessoas sendo expulsas de suas casas e a Polícia Militar está sendo enviada meramente, em muitos casos, para escoltar caminhões de mudança de cidadãos de bem que estão sendo expulsos por facções. A vítima está sempre em desvantagem, porque ela, além de sofrer com a agressão, além de sofrer com a perda de um ente amado, além de sofrer com a perda do seu bem, sofrer com a perda do seu negócio, ainda se sente completamente desamparada — afirmou.

O parlamentar também citou casos de violência contra a mulher e defendeu maior efetividade das medidas de proteção. Para ele, vítimas que procuram as autoridades nem sempre recebem proteção em tempo hábil.

— O Ceará tem um dos maiores índices de feminicídio do Brasil e, infelizmente, a maioria das mulheres assassinadas já recorreu, já foi até à delegacia, mas não foram protegidas. As leis não chegam até elas, as medidas protetivas não chegam no tempo certo e elas acabam sendo, depois, assassinadas, mesmo relatando que estavam com a sua vida em risco. Esse Estatuto da Vítima chega em boa hora — declarou.



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