Política
Advogado de cabo no caso da Grampolândia diz que justiça foi feita em parte
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Da Redação
O advogado, Eurolino Sechinel, que defende o cabo Gerson Correia Junior, no caso da Grampolândia Pantaneira, não descarta se tornar advogado de acusação do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), caso alguém o contrate. O advogado, considerou que a justiça com o seu cliente foi feita em parte, já que o advogado defende que o mesmo deveria ter sido absolvido em todas as acusações e não apenas ter obtido um perdão judicial.
O advogado destaca, que o objetivo principal foi cumprido, pois o importante era seu cliente não ser preso e também não perder a patente, assim como o cargo conquistado em concurso público. Eurolino argumenta ainda, que seria injusto que tudo caísse nas costas de seu cliente, diz ainda que irá continuar insistindo que os atos atribuídos ao cabo não se configuram como ilícito penal, por este motivo, o réu deveria ser absolvido em todas as acusações que lhe pesam.
Foto: Alan Cosme/ Hiper Notícias
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Sargento Reginauro defende aprovação do Estatuto da Vítima
O senador Sargento Reginauro (PSDB-CE) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (13), a aprovação do projeto de lei que institui o Estatuto da Vítima. O parlamentar afirmou que o PL 3.890/2020, pode ampliar a proteção e a assistência às pessoas atingidas pela violência e destacou a situação de vítimas do crime organizado no Ceará. A proposta foi aprovada em julho pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e seguiu para o Plenário do Senado.
Reginauro relatou casos de moradores que, segundo ele, são obrigados por facções criminosas a deixar suas residências e de comerciantes que fecham estabelecimentos por imposição desses grupos. De acordo com o senador, as vítimas enfrentam prejuízos materiais e emocionais sem receber assistência adequada do poder público.
— Nós temos pessoas sendo expulsas de suas casas e a Polícia Militar está sendo enviada meramente, em muitos casos, para escoltar caminhões de mudança de cidadãos de bem que estão sendo expulsos por facções. A vítima está sempre em desvantagem, porque ela, além de sofrer com a agressão, além de sofrer com a perda de um ente amado, além de sofrer com a perda do seu bem, sofrer com a perda do seu negócio, ainda se sente completamente desamparada — afirmou.
O parlamentar também citou casos de violência contra a mulher e defendeu maior efetividade das medidas de proteção. Para ele, vítimas que procuram as autoridades nem sempre recebem proteção em tempo hábil.
— O Ceará tem um dos maiores índices de feminicídio do Brasil e, infelizmente, a maioria das mulheres assassinadas já recorreu, já foi até à delegacia, mas não foram protegidas. As leis não chegam até elas, as medidas protetivas não chegam no tempo certo e elas acabam sendo, depois, assassinadas, mesmo relatando que estavam com a sua vida em risco. Esse Estatuto da Vítima chega em boa hora — declarou.
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