Polícia
Polícia Civil prende criminosos em posse de drogas e entorpecentes durante cumprimento de buscas em Campo Verde
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Campo Verde, deflagrou na manhã desta quinta-feira (6.3), a Operação Ícarus, para cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, relacionadas a investigações de inquérito policial que apura crimes de tortura, cárcere privado, roubo circunstanciado e ocultação de cadáver.
A operação integra os trabalhos do Programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso para combate à ação de facções criminosas em todo estado.
Durante as diligências, três pessoas foram presas, sendo duas delas autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse de arma de fogo com numeração suprimida, equiparando-se a porte de arma de uso restrito. Uma terceira pessoa foi presa por tráfico de drogas.
Durante as buscas, foram apreendidas três armas de fogo e grande quantidade de entorpecentes, incluindo mais de 30 tabletes de maconha de aproximadamente um quilo cada e duas barras de pasta base de cocaína, cada uma com mais de um quilo. Estima-se que o prejuízo total causado ao tráfico de drogas com as apreensões das drogas realizadas na operação seja de aproximadamente R$ 96 mil.
A ação contou com o auxílio operacional do Canil do Setor de Operações Especiais (SOE) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que prestou suporte especializado na busca e identificação de entorpecentes e armamentos ilícitos e apoio técnico da Politec, necessário para a análise dos entorpecentes e coleta de provas sensíveis.
O cumprimento das ordens judiciais contou com a participação das unidades pertencentes à Regional de Primavera do Leste, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, Delegacia Municipal, bem como das delegacias de Poxoréu e Paranatinga.
O delegado de Campo Verde, Philipe Pinho, destaca que as investigações prosseguem no intuito de esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas condutas delitivas.
“A Polícia Civil permanece vigilante, atuante e com tolerância zero no enfrentamento ao crime, reiterando seu compromisso em proteger a sociedade e assegurar a justiça em Campo Verde e região”, destacou o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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