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Após retirar voto do marido, esposa de Moretto diz que mulheres precisam ser ouvidas na política

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A repercussão da mensagem em que afirmou ter retirado o próprio voto do marido, o deputado estadual e candidato à reeleição Valmir Moretto (Republicanos), levou Maristela Moretto a se pronunciar publicamente. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (27), ela confirmou que foi a autora da publicação e afirmou que decidiu mostrar um pouco dos bastidores de uma campanha eleitoral e dos impactos que as decisões políticas podem ter dentro das famílias.

Na conversa que ganhou repercussão, Maristela escreveu ao marido: “Você perdeu meu voto hoje”. Moretto respondeu: “Graças a Deus” e, em seguida, afirmou que o voto “não vai fazer falta”. Segundo Maristela, a decisão de retirar o apoio eleitoral foi motivada por divergências em relação a algumas escolhas e alianças feitas durante a campanha.

“Eu não vou acompanhar o apoio de pessoas que não têm a mesma índole e o mesmo caráter que eu. Eu não vou apoiar atitudes que levam a deboche”, declarou.

Ela também afirmou que não pretende concordar com todas as decisões apenas em nome de uma vitória eleitoral e defendeu que questões como respeito, caráter e valores pessoais devem ser consideradas nas escolhas políticas.

Maristela disse que divergências como essa não são novidade na relação e que, em outras campanhas, também houve diferenças de opinião dentro de casa. Para ela, a exposição do episódio pode abrir espaço para uma discussão maior sobre a participação das mulheres que acompanham diretamente os bastidores da vida política dos maridos.

“Pela primeira vez uma esposa, de repente, pode ser ouvida. Porque a gente geralmente é anulada, a gente é tratada como sem importância”, afirmou.

Segundo Maristela, as lideranças e os apoios políticos muitas vezes acabam ditando os rumos das campanhas, enquanto as mulheres permanecem em segundo plano.

Ao final, ela afirmou que pretende se posicionar mais durante a atual campanha e defender publicamente aquilo em que acredita.

“Nessa campanha eu vou me expor. Nessa campanha eu decidi que eu vou lutar pelas coisas que eu acredito”, declarou.



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Mais um do PL “pula do barco” de Wellington e declara apoio à reeleição de Pivetta

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O palanque do senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) perdeu mais um nome importante do próprio partido. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), oficializou publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mesmo reconhecendo que a decisão pode lhe render consequências políticas dentro da sigla.

Durante evento com Pivetta, na quinta-feira (27), Cláudio foi direto ao declarar que não seguirá o projeto eleitoral encabeçado por Wellington, candidato do PL ao Palácio Paiaguás.

“O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. Eu sei que vou pagar o preço, porque ele não faz parte do meu partido, mas os partidos existem para as pessoas. Não são as pessoas que existem para os partidos”, afirmou.

A declaração representa mais um racha dentro do PL de Mato Grosso. O prefeito de Rondonópolis se junta a outras lideranças da legenda que, mesmo filiadas ao partido, decidiram não subir no palanque de Wellington e passaram a declarar apoio ao principal adversário do senador na disputa pelo Governo.

Cláudio aproveitou o discurso para elogiar a trajetória política de Pivetta, destacando sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, deputado estadual, vice-governador e, atualmente, governador. Para o prefeito, a convivência com a administração pública aumentou sua admiração pelo republicano.

“A experiência na vida pública me fez respeitar mais o senhor pelo grande vice-governador que o senhor foi e pelo governador que tem sido”, declarou, ao classificar Pivetta como um gestor “diligente, solícito” e sem vaidade.

O apoio de Cláudio chama atenção pelo peso político de Rondonópolis, um dos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso, e reforça o movimento de dissidência dentro do PL. Enquanto Wellington tenta consolidar a candidatura oficial do partido, Pivetta segue atraindo para seu palanque lideranças que, embora estejam em siglas adversárias, têm decidido deixar o “barco” do senador para jogar no time da reeleição.



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