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Sinfra finaliza sinalização e conclui restauração da trincheira do Tijucal, em Cuiabá

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), finalizou os serviços de  sinalização viária horizontal e, com isso, concluiu a  restauração do asfalto e melhorias de infraestrutura executadas nas pistas inferiores da trincheira do Complexo Viário do Tijucal, em Cuiabá. As pistas já estão liberadas para o trânsito.

Foram  realizados reparos pontuais no pavimento, bem como a substituição de drenos das cortinas que apresentavam algum tipo de comprometimento em sua eficiência.  Os serviços executados fizeram parte de um projeto de restauração elaborado pela Sinfra, que identificou as causas de patologias relativas à umidade excessiva do solo e as soluções de engenharia aplicáveis.

De acordo com o secretário-adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento, com a conclusão do serviço de sinalização antes do previsto,  não será mais necessário o bloqueio e interdição do trânsito, que já está liberado desde a manhã de hoje. A trincheira do Complexo Viário do Tijucal possui 740 metros de extensão e interliga a BR-364 até a Avenida Archimedes Pereira Lima, na Capital. 

Para a execução deste projeto de restauração, o Estado não empenhou recursos financeiros,  uma vez que o valor investido para a realização dessas melhorias de infraestrutura faz parte do contrato firmado em 2012 para obras na trincheira, na ordem de R$ 32,9 milhões. Desse modo, o Estado não teve custos adicionais além do já contratado.

Outras melhorias

Assim como a trincheira do Tijucal, a Trincheira Jurumirim,  em Cuiabá, também passará por melhorias para a conclusão e entrega em definitivo ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A obra está com 97,8% dos serviços executados e liberada para o tráfego de veículos, porém foram diagnosticadas falhas no pavimento.

Por essa razão, já foi  firmado um contrato para a restauração do pavimento e recuperação da estrutura de concreto da trincheira.  As obras se iniciarão já em 2021 e vão compreender a execução de melhorias em 1,32 quilômetro de extensão da trincheira, entre os bairros Jardim Leblon e Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Todos os investimentos com as melhorias na trincheira serão custeados, neste primeiro momento, pelo Estado, para finalizar o quanto antes essa obra. Porém, o Estado vai buscar ressarcimento junto à construtora responsável, em razão de as melhorias serem necessárias devido à má execução do projeto.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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