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SES ultrapassa 528 mil procedimentos eletivos realizados desde 2021

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já realizou 528.833 procedimentos eletivos desde 2021 em três programas criados para diminuir o tempo de espera da população por uma cirurgia.

Desde abril de 2023, quando o programa Fila Zero na Cirurgia foi lançado, até dezembro de 2025, foram feitos 506.556 procedimentos, sendo 463.830 ambulatoriais (consultas e exames) e 86.074 hospitalares (cirurgias eletivas).

No antigo programa MT Mais Cirurgias Eletivas, de julho de 2021 a março de 2023, foram realizados mais 11.322 procedimentos.

Além disso, o programa de Cirurgias Eletivas executado nos Hospitais Regionais do Estado registrou, de 2023 até 31 de dezembro de 2025, 10.955 procedimentos.

“O resultado dos três programas, com quase 530 mil procedimentos eletivos realizados, demonstra o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde para dar celeridade aos atendimentos e diminuir a espera da população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Segundo o secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, só o programa Fila Zero na Cirurgia realizou 354.997 procedimentos de janeiro a dezembro de 2025, sendo 311.487 ambulatoriais e 43.510 hospitalares. De janeiro a dezembro de 2024, haviam sido realizados 146.554 procedimentos pelo programa.

“O programa Fila Zero na Cirurgia avançou muito no ano passado: mais do que dobrou o número de procedimentos do ano anterior, diminuindo a espera para diversos procedimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde em Mato Grosso. E a equipe da Secretaria trabalha para a adesão de cada vez mais prefeituras e instituições ao programa”, explicou.

O tempo médio de espera por procedimento diminuiu de 73 dias, antes do programa, para 44 dias, em 31 de dezembro de 2025, uma redução de 40%. Ao todo, 88 municípios já aderiram ao programa, que inclui unidades públicas de saúde municipais, unidades privadas e filantrópicas e associações que participam através de consórcios.

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande é a parceira que realizou mais procedimentos em 2025, com 147.887 executados, seguido pelo Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress – 55.998 procedimentos) e Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (33.019).

O programa Fila Zero na Cirurgia busca reduzir a espera por procedimentos eletivos em Mato Grosso por meio de parcerias. O Estado repassa os recursos previstos para os procedimentos contemplados pelo programa e, desta forma, os entes parceiros se beneficiam do incentivo para aprimorar outros serviços prestados à população.

Fonte: Governo MT – MT



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Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica

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Duas mulheres palestram à frente de uma plateia sentada. À esquerda, uma delas fala ao microfone diante de uma tela de projeção; ao lado, outra observa em frente a um banner da CEMULHER.A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.

A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.

Mulher de óculos e vestido estampado fala ao microfone, segurando um passador de slides. Ela palestra diante de uma plateia, cujas cabeças aparecem desfocadas em primeiro plano. Fundo branco.Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.

“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.

Mulher de óculos e cabelos grisalhos longos fala ao microfone. Ela veste camisa branca com bordados no ombro e colar claro. Ao fundo, um banner vermelho onde se lê A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.

“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.

Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.

“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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