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Programação desta sexta (02) no Beco do Candeeiro será alusiva ao LGBTQIA+

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Nesta quinta-feira (24), não haverá cerimônia de acendimento dos candeeiros. O evento é gratuito e segue todas as medidas de biossegurança

Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer apresenta a programação semanal do Beco do Candeeiro, com programação especial. Nesta quinta-feira (24), não haverá cerimônia de acendimento dos candeeiros. A programação começa na sexta (2), com o projeto Beco do Orgulho, alusiva ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, com apresentações musicais, exposição fotográfica e exibição de curta metragem. O evento é gratuito e segue todas as medidas de biossegurança.

O Beco do Candeeiro foi restaurado e entregue pelo prefeito Emanuel Pinheiro para a população no dia 14 de maio. Desde então, a programação de atividades na rua também chamada de 27 de dezembro vem sendo construída semanalmente. Todas as quintas, o espetáculo Luz Candeeiro abre a sequência de atividades e apresentações musicais. Enquanto que as sextas-feiras a programação segue itinerante.

Nesta semana não haverá o acendimento dos candeeiros na quinta-feira (01) e a programação começa na sexta-feira (02), com a ação “Beco do Orgulho”, alusiva ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, com apresentações do Bloco Carnavalesco Divas Cuiabanas, Bloco Imprensando Bebum, Seven Mônica, Alice Brasil, Sophie Jehf Rosa, Sarah Mitch, Larissa Padilha e Dj Charles Pitter. Além de exibição de curta metragem do Coletivo MT Queer no Cine Beco e também exposição fotográfica de Mary Juruna.

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19, como distanciamento mínimo de 1,5 metros, uso obrigatório de máscara, medição de temperatura e disponibilização de álcool 70%. 

RESTAURAÇÃO

Famosa pelos candeeiros, a rua mesmo tem nome de Rua 27 de Dezembro, data em que ocorreu o ataque paraguaio contra o Forte de Coimbra, às margens do rio Paraguai, no município de Corumbá, em 1864. O fato foi um marco de resistência do exército brasileiro contra a investida paraguaia, que culminou com o início da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira desiste e retira-se do forte, que é tomado em 29 de dezembro pelos paraguaios.

A obra contou com apoio das Secretarias de Ordem Pública, Assistência Social e também do Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN).

De acordo com o projeto, o local foi restaurado com objetivo de chegar o mais próximo de sua construção original. A pavimentação da rua foi refeita utilizando os mesmos paralelepípedos de outrora que ainda estão no espaço. A calçada rebaixada, as fachadas das casas restauradas com cores originais e os candeeiros antigos foram substituídos por réplicas com iluminação moderna.

O investimento para restauração do local foi de R$ 247 mil, fruto de um Termo de Ajuste de Compromisso (TAC) e faz parte do calendário de entregas em comemoração ao aniversário de 302 anos de Cuiabá, um resgate histórico da arquitetura local.

SEGURANÇA

No Beco também funciona o projeto de uma Base Integrada do Centro Histórico, que executa ações para garantir a proteção do patrimônio histórico na região e também oferece serviços de saúde e acolhimento à população em situação de rua. O projeto é executado em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, Secretaria de Saúde, Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Secretaria de Mobilidade Urbana e também terá o apoio da Polícia Militar.

A rua também é sede de uma das lojas da Associação Homens e Mulheres de Fibras, formada por cerca de 300 artesãos da capital. O espaço foi concedido pela Prefeitura de Cuiabá para comercialização de peças artesanais em tecido, jornal, vidro e madeira, com temáticas que permeiam a cuiabania e cultura mato-grossense. Todo o dinheiro da venda fica para os artesãos, que arcam apenas com os custos de manutenção do local, sem cobrança de aluguel.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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