Mato Grosso
Processo de escolha dos conselheiros tutelares entra na reta final,em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Assessoria
A Secretaria de Assistência Social, por meio do Conselho Tutelar informa que dia 06 de outubro, ocorre a eleição para conselheiros tutelares do município. Todos os eleitores estão aptos a votar, sendo necessário apresentar o título de eleitor e um documento com foto, em um dos 6 pontos de votação distintos distribuídos em 3 regiões da cidade, das 8 às 17h. O processo em Várzea Grande vai selecionar 15 conselheiros para quatro anos de mandato, as eleições vão ocorrer em todo país no primeiro domingo de outubro.
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Os candidatos se mobilizam em campanhas eleitorais que prosseguem durante todo o mês. A secretária de Assistência Social, Flávia Omar explica que há regras para a campanha eleitoral dos candidatos. “Pode ser feita pelas mídias sociais e na rua, porém a população deve ficar atenta ao aliciamento de eleitores, propaganda enganosa e denunciar ao ver algum caso que infrinja as normas contidas no edital nº 01/2019”, destaca.
No dia da eleição, conforme consta no edital, não é permitido ao candidato ou a qualquer outra pessoa fazer propaganda eleitoral, transportar eleitores e realizar anúncio em carros de som, sob pena de impugnação de candidatura. “O voto não é obrigatório, entretanto o tema requer participação ativa da população”, diz Flávia Omar.
Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Katlin Calmon, o Conselho Tutelar é um órgão permanente e seus servidores estão ligados diretamente à administração pública. “O Conselho Tutelar é autônomo, pois as decisões são tomadas dentro do próprio colegiado. Por sua vez, também não faz parte do judiciário, não aplica medidas judiciais, sendo jurisdicional. Sua função na sociedade é de grande importância, pois os conselheiros são encarregados de zelar pela garantia de direitos da criança e do adolescente e aplicar medidas de proteção”.
Ainda de acordo com a presidente, o Conselho Tutelar atende e aconselha pais ou responsáveis e leva ao conhecimento do Ministério Público fatos que descumpram o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
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Vale destacar que cada sala de votação contará com 01 (uma) urna eletrônica e deverá ter uma equipe composta por 03 (três) mesários, sendo: presidente, secretário e auxiliar da seção que serão os responsáveis pela sala de votação. No dia da votação o fiscal deverá estar identificado com crachá, disponibilizado pela Comissão Eleitoral; o secretário e o auxiliar da seção farão o controle do número de fiscais no interior da sala, limitando a 3 fiscais por sala, em sistema de revezamento, a cada 15 minutos.
Todas as urnas serão disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) lacradas e o transporte será realizado por veículos oficiais da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, que contará com o apoio e escolta da Guarda Municipal da Prefeitura Municipal de Várzea Grande.
De acordo com secretária Flávia Omar, após a comunicação da diplomação, deverá nomear os 15 (quinze) candidatos mais bem votados, ficando todos demais, observada a ordem decrescente de votação, como suplentes.
“Após a nomeação, os conselheiros tutelares titulares e os suplentes, participarão de curso de capacitação e formação sobre a legislação específica, as atribuições do cargo e aos treinamentos práticos necessários, promovidos por uma comissão, sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Secretaria Municipal de Assistência Social, qual está vinculado”, explica.
Os postos de votação estarão localizados nas unidades de ensino : Emeb “Prof Marilce Benedita de Arruda”, (Centro); Emeb “Jaime Veríssimo de Campos Júnior”, (Nova Várzea Crande); Cmei “Senador Jonas Pinheiro”, (Manga); Emeb “Prof Paulo Freire”, (GlóriaIi); Centro Educacional Abdala José de Almeida, (Glória II) e Emeb “Ana Rosa da Silva”, (Cristo Rei).
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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