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Presidente do TCE faz criticas contundentes ao Gaeco e mostra desespero

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Mato Grosso

Da redação: Pedro Ribeiro / G. Alves

Especial para O Mato Grosso 

 

“Só a ponta do iceberg”. Foi assim que um dos integrantes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) – disse com relação à continuidade da operação Convescote. Segundo o membro do Gaeco que faz parte da força-tarefa, a quadrilha formada por servidores públicos e também da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) ´surripiou´ milhões dos cofres públicos, entre eles o próprio Tribunal de Contas. A afirmativa do membro do Gaeco é um rebate ao látego de desespero protagonizado pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, feita contra o Gaeco ao fazer a segunda edição da operação realizado na manhã de hoje, 30.

A operação do Gaeco prendeu nesta segunda fase Elizabeth Aparecida Ugolini (funcionária do Sicoob), Odenil Rodrigues de Almeida (assessor do deputado Guilherme Maluf), Tscharles Franciel Tschá (ex-secretário-geral da Assembleia), Eneias Viegas da Silva (diretor financeiro do Tribunal de Contas do Estado e braço direito do conselheiro Antônio Joaquim), Fabricio Ribeiro Nunes Domingues, Alysson Sander Souza (ex-adjunto de Infraestrutura da antiga Secopa), Marcelo Catalano Correa (servidor do TCE), Nerci Adriano Denardi (ex-comandante geral da PM), Drieli Azeredo Ribas (ex-servidora da Assembleia), Maurício Marques Junior (servidor do TCE), Sued Luz (assessor do deputado Guilherme Maluf), Alison Luiz Bernardi (coronel da PM).

Na primeira fase foram  presos Claúdio Roberto Borges Sassioto, Marcos Moreno Miranda, Luiz Benvenuti Castelo Branco de Oliveira, Jose Carias da Silva Neto Neto, Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira (que conseguiu prisão domiciliar), João Paulo Silva Queiroz, José Antônio Pita Sassioto, Hallan Goncalves de Freitas, Marcos Jose da Silva, Jocilene Rodrigues de Assunção e Eder Gomes de Moura.

 A operação Convescote coloca o TCE no ‘olho’ do furação nas investigações de corrupção e segundo o membro do Gaeco, haverá mais operações para prender o restante da ´quadrilha´ que desviou milhões. Dezoito meses já transcorreram desde que assumiu como presidente pela segunda fez do TCE. E nessa semana o conselheiro Antônio Joaquim, encerra umas das piores da sua vida na condução do comando da corte de contas estadual.

O conselheiro viu diversos assessores próximos a ele serem presos, além de ser acusado pelo ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf, de fazer extorsão de R$ 50 milhões contra o ex-governador Silval Barbosa, em troca da aprovação das contas do Governo no TCE, além de fazerem vista ‘grossa’ na fiscalização de quase R$ 2 bilhões das obras da Copa do Mundo realizado em Cuiabá em 2014, além de oferecer vantagens fazendo ouvidos ´mouros´ na dinheirama sobre os incentivos fiscais e o Programa MT Integrado, e que deveriam ter sido fiscalizado com afinco pelos conselheiros. Além de Joaquim estão sendo acusados os outros conselheiros José Novelli, Valter Albano, Waldir Júlio Teis e o conselheiro afastado Sérgio Ricardo.

O ´esquema´ da Faespe descoberto pelo Gaeco, teria começado na Assembleia Legislativa, na época comandado pelo ex-deputado José Riva. Também nessa mesma época comandava o TCE, o conselheiro Antônio Joaquim. A denúncia contra a Faespe foi protocolado no TCE para as providências e partiu da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso – Adunemat – seção Sindical da Andes. O processo da Adunemat teve a relatoria – na época – do Conselheiro Alencar Soares.

Depois de protocolado o requerimento, a equipe técnica da 3ª Secretaria de Controle Externo de Auditorias Operacionais (SECEX) foi designada para analisar o feito. Os auditores –na época- concordaram com as denuncias protocoladas pela Adunemat e evidenciaram a necessidade de fiscalização na Faesp. Mas, o relatório dos auditores não prosperou, pois a presidência do TCE – na época comandado por Antônio Joaquim – não abriu conta especial para analisar as contas da Fundação. Pelo que se vê Antônio Joaquim, não conseguirá atravessar nem mesmo o corredor que separa o TCE do Palácio Paiaguas. As denuncias dessa semana – põe fim a um curtíssimo prazo – que ele sonhar em despachar como governador.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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