Mato Grosso

Presidente do Sinepe-MT é contra Projeto de redução de mensalidades e vai acionar categoria para apresentar proposta aos deputados

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Mato Grosso

Da Redação

O Projeto de Lei proposto pela deputada Janaina Riva (MDB) que visa reduzir o valor das mensalidades das instituições de ensino do setor privado, além de mostrar incompatibilidade com a realidade econômica, criou instabilidade entre os empresários e pavor entre os profissionais.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso – Sinepe/MT, Gelson Menegatti informou em entrevista exclusiva, na manhã desta segunda-feira, 13.04.2020, a equipe de reportagem do www.omatogrosso.com, que o Sindicato é contra a redução dos valores das mensalidades das instituições de ensino.

“O Projeto da Deputado Janaina Riva é considerado prejudicial para categoria”.

“Eu participei de uma reunião com alguns deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, buscando entendimento para outra alternativa, para que o setor da educação, não venha sofre mais penalizações”, disse o presidente do Sindicato.

Gelson ainda falou da responsabilidade que os empresários do setor da educação particular têm com seus servidores, como as responsabilidades que tem que honrar todo final de mês.

“Os alunos não estão em sala de aula, mas aulas estão sendo ministradas online, e para que isso aconteça, os profissionais de tecnologia estão trabalhando, os professores estão preparando e ministrando aula, os coordenadores estão trabalhando normalmente, os servidores das secretarias estão atuando normalmente, não podemos punir esses pais em mães que tem seus compromissos e famílias para sustentar”, ressaltou Menegatt.

O presidente do Sindicato informou que amanhã, terça-feira, 14.04.2020, será realizada uma reunião através de vídeo conferencia, com vários profissionais e representantes do setor, para debater o assunto, e apresentar uma proposta para os deputados.

“É muito fácil para alguém apresentar uma proposta sem falar com quem será atingido, assim como os deputados precisam dos seus salários e verbas para cumprir com os seus compromissos, sustentar suas famílias, nós profissionais da educação também temos o mesmo direito, e precisamos dos nossos salários, agradeceremos se a decisão sobre este assunto seja pautada na coerência e justiça”, disse um professor, que pediu para não ser identificado.

“Para alguns profissionais da educação, o dinheiro que foi desviado dos cofres públicos, por atividades de políticos corruptos, poderiam entrar como financiador do combate ao coronavírus, as suas propriedades poderiam ir a leilão para custear esta guerra contra o vírus”.

Alguns profissionais da educação já informaram quem vão utilizar das redes sociais, para mostrar as suas indignações com o Projeto de Lei, que visa reduzir as mensalidades, que consequentemente irão prejudicar diretamente os servidores.

Caso o Projeto de redução de mensalidade seja aprovado, milhares de trabalhadores serão prejudicados.

Foto: Secom/ALMT.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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