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Prefeito Kalil e senador Jayme se reúnem com ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

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O ministro reafirmou a disposição do governo federal em enviar doses extras da vacina contra a Covid-19 ao Estado e antecipou a implantação da Tele-UTI no município

Da Redação

O prefeito Kalil Baracat e o senador Jayme Campos (DEM-MT) se reuniram na tarde desta quarta-feira (16.06) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para apresentar as principais demandas de Mato Grosso na área da saúde pública. O ministro reafirmou a disposição do governo federal em enviar doses extras da vacina contra a Covid-19 ao Estado e antecipou a implantação da Tele-UTI no Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande em parceria com o Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Demandei ao Programa Nacional de Imunização um aporte maior de vacinas para os estados que têm grandes fronteiras secas como é o caso de Mato Grosso. As justificativas técnicas já foram feitas e esperamos que esse pleito seja atendido”, explicou o ministro.

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB-MT) agradeceu o empenho do senador e do ministro para atender às demandas da cidade. “A nossa busca aqui é levar vacinas e agradecer a implantação da tele-medicina no nosso hospital municipal, que vai fazer de Várzea Grande um dos polos dentro do Brasil nesse sentido”, disse.

Para Jayme Campos, o envio de doses extras ao Estado é justo. “O ministro já manifestou a possibilidade desse pedido ser atendido porque é uma demanda justa. Nós teremos uma oportunidade ímpar de receber nesses próximos dias em território várzea-grandense o ministro Queiroga, que vai anunciar tudo aquilo que for possível atender ao estado e especialmente a Cuiabá e Várzea Grande”, disse.

Segundo Queiroga, ele e sua equipe irão a Mato Grosso nos próximos dias e, em Várzea Grande, será anunciada a implantação da Tele-UTI no hospital da cidade. O programa prevê o acompanhamento, por médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo, de casos de pacientes internados no hospital.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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