CULTURA
Plano para preservação do Modo de Fazer Viola de Cocho será lançado em Cuiabá
O evento aconteceu dia 18.02, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e contou com plantio de mudas e apresentação de cururueiros
Mato Grosso
O plano de manejo das espécies utilizadas na confecção de violas de cocho foi lançado neste sábado (18.02), às 9h, no Museu de História Natural de Mato Grosso. A ação faz parte do projeto que tem por objetivo a preservação da cultura do Modo de Fazer Viola de Cocho e teve em sua programação o plantio de mudas de árvores que são usadas na produção do instrumento, a apresentação de cururueiros e uma simbólica demonstração sobre as etapas de confecção da viola de cocho.
O Modo de Fazer Viola de Cocho foi registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro no Livro dos Saberes em 2005 do Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan). O evento deste sábado integra uma das ações do Plano de Salvaguarda do Modo de Fazer Viola de Cocho, que está sendo elaborado pelo Iphan em parceria com diferentes instituições, entre elas a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
As mudas serão plantadas na mata ciliar do Museu de História Natural, cuja área alcança as margens do rio Cuiabá. Entre as espécies há Ximbuva, Cumbaru e Pata-de-vaca, e o manejo está sendo feito pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), uma das instituições parceiras do projeto.
“Durante encontros com mestres e artesãos que fabricam a viola de cocho, uma das questões centrais para a preservação do saber fazer da viola é o acesso à matéria-prima. Por isso, o plano de manejo das mudas prevê o plantio dessas árvores, que poderão ser utilizadas para produção do instrumento daqui a 10 ou 15 anos”, destacou a coordenadora de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Maria Bárbara Guimarães.
Além do projeto de manejo, o Plano de Salvaguarda do Modo de Fazer Viola de Cocho integra diferentes frentes de atuação, distribuídos em eixos de ações socioculturais e socioambientais, descritos para promover a preservação e valorização desse bem imaterial. O plano está em finalização e deverá ser lançado ainda este semestre.
Fonte: SECOM MT
Mato Grosso
Corregedoria atualiza regras para inspeções em serviços de acolhimento de crianças e adolescentes
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso atualizou as regras para as inspeções semestrais nos serviços de acolhimento institucional e nos programas de família acolhedora que atendem crianças e adolescentes sob medida de proteção. As mudanças constam do Provimento TJMT/CGJ nº 24/2026, assinado pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, em 21 de julho.
A nova regulamentação inclui procedimentos específicos para a fiscalização dos programas de família acolhedora, atualiza os formulários de inspeção, reforça a conferência dos dados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e padroniza a atuação dos magistrados com competência na área da infância e juventude.
As inspeções deverão ser realizadas presencialmente a cada seis meses pelo magistrado responsável. O trabalho contará com o apoio da equipe técnica multidisciplinar do Poder Judiciário e poderá incluir profissionais das áreas de arquitetura e engenharia para avaliação da estrutura física e das condições de acessibilidade.
“Com a atualização, a Corregedoria estabelece parâmetros para o acompanhamento dos serviços e para a adoção de providências quando forem identificadas falhas. A inspeção permite verificar as condições de atendimento e a situação de cada criança e adolescente acolhido”, afirma o corregedor.
Nos programas de família acolhedora, os magistrados deverão verificar o funcionamento do serviço, a composição da equipe, o cadastro, a seleção e a capacitação das famílias, as visitas domiciliares e as ações voltadas à reintegração familiar ou à colocação da criança ou do adolescente em família substituta.
“Pela primeira vez, a regulamentação traz um formulário próprio para a inspeção da família acolhedora. O documento orienta a análise da estrutura do programa, do acompanhamento técnico, da situação das crianças e adolescentes e do suporte oferecido às famílias”, explica a juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão.
Nas instituições de acolhimento, a fiscalização abrangerá a estrutura do imóvel, a documentação, a equipe de atendimento, a escolarização, os cuidados de saúde, a convivência familiar e a situação processual das crianças e adolescentes. Também deverão ser conferidos a guia de acolhimento, o Plano Individual de Atendimento e o cadastro no SNA.
Quando forem constatadas irregularidades, o magistrado poderá fixar prazo para correção, solicitar informações ao município ou à entidade responsável, comunicar os órgãos da rede de proteção e determinar nova inspeção. Inspeções extraordinárias também poderão ser realizadas em caso de denúncia, notícia de irregularidade ou necessidade de acompanhamento do serviço.
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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