Economia
Sinop sedia etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses a partir desta sexta (24)
Economia
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, recebe, a partir desta sexta-feira (24), a etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses (JESM), uma das principais competições do esporte escolar do Estado. A cerimônia oficial de abertura será realizada às 19h, no Ginásio Olímpico José Carlos Pasa, reunindo delegações de mais de 40 municípios, incluindo Sinop.
A expectativa é de que aproximadamente 1,2 mil atletas participem da competição, disputando as modalidades de basquete, vôlei, handebol e futsal, nos naipes masculino e feminino. Os jogos seguem até o dia 30 de julho (próxima quinta-feira), movimentando praças esportivas, escolas e diversos setores da economia local.
Sinop volta a sediar a fase estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses após 25 anos. A última vez que o município recebeu a etapa completa da competição foi em 2001. Antes da fase estadual, Sinop também foi sede da etapa regional, classificatória para o evento que começa nesta sexta-feira (24).
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Gabriel Vasconcelos, destacou que a realização da competição reforça a capacidade do município em sediar grandes eventos esportivos e representa uma oportunidade para fortalecer o esporte de base. “É uma grande satisfação para Sinop voltar a receber a fase estadual dos Jogos Estudantis depois de muitos anos. Estamos preparados para acolher atletas, comissões técnicas e visitantes, oferecendo toda a estrutura necessária para que o evento aconteça com qualidade. Além das disputas esportivas, essa competição promove integração, incentiva novos talentos e movimenta diversos setores da nossa cidade”, afirmou.
Além de disponibilizar toda a estrutura esportiva necessária para a realização das partidas, a Prefeitura de Sinop é responsável pelo alojamento e alimentação das delegações durante o período da competição, garantindo suporte para atletas, e comissões técnicas das equipes.
De acordo com o diretor de Esportes, Rudy Roger, Sinop já demonstrou a capacidade de voltar a sediar grandes eventos. “Receber esse número expressivo de atletas exige um grande planejamento. Recentemente sediamos a etapa regional e mostramos que somos capazes de sediar grandes eventos. Isso é Sinop voltando a ser referência estadual no esporte, o que nos alegra muito. Nos organizamos para proporcionar uma boa experiência aos participantes. Esperamos uma semana de grandes jogos e de valorização do esporte”, ressaltou.
As disputas serão realizadas em diferentes locais do município. As escolas estaduais Ênio Pipino, Olímpio João Pissinati Guerra, Professora Edeli Mantovani, Nilza de Oliveira Pipino, Djalma Guilherme da Silva, Benedito Santana da Silva e Rosa dos Ventos receberão as delegações, além de servirem como sedes de algumas modalidades.
A competição é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), e da Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo.
Economia
Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP
Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
Endividamento
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
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