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Prefeitura de Sinop e Governo de Mato Grosso avançam na organização do Conecta Avistar MT com visita técnica

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, e o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizaram nesta quarta-feira (22) uma visita técnica para o planejamento do Conecta Avistar Mato Grosso. A ação teve como objetivo definir os espaços que receberão a programação do evento, previsto para outubro, em Sinop.

Realizado em parceria com a Avistar, considerada uma das principais referências nacionais em observação de aves e turismo de natureza, o Conecta Avistar Mato Grosso contará com palestras, oficinas, passarinhadas, atividades de educação ambiental e ações voltadas à valorização da biodiversidade. Esta será a primeira edição do formato Conecta Avistar realizada fora do estado de São Paulo.

A visita técnica também reforçou o potencial de Sinop para o turismo de observação da vida silvestre. Localizado em uma área de transição entre Amazônia e Cerrado, o município reúne uma das maiores biodiversidades do país e ocupa posição de destaque entre os principais destinos brasileiros para observação de aves. Atualmente, Sinop contabiliza 586 espécies de aves registradas na plataforma WikiAves, com mais de 16 mil registros realizados por observadores.

A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou que o Conecta Avistar MT busca fortalecer o turismo de natureza em toda a região norte de Mato Grosso. “Para nós, é uma grande honra sediar esse evento e mostrar tudo aquilo que o nosso município tem a oferecer. Sinop está em uma área de transição entre Amazônia e Cerrado e é o quinto município do Brasil com o maior número de espécies de aves. Assim como Sinop, temos inúmeros outros municípios da região norte que também possuem potencial para o birdwatching e para o desenvolvimento do ecoturismo. Esse evento também traz conhecimento e orientação para que outros municípios compreendam a grandiosidade do ecoturismo”, disse.

A diretora também acrescentou que o evento fortalecerá a imagem de Sinop como destino de ecoturismo e observação da vida silvestre. “Este evento ganha um significado ainda mais especial por ser a primeira vez que a Avistar realiza uma edição fora do estado de São Paulo, reconhecendo o enorme potencial ambiental que nossa região possui. Ao sediar este encontro, fortalecemos nosso posicionamento como destino estratégico para o ecoturismo e a observação da fauna, atividades que aliam conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável. É também uma oportunidade para apresentar ao Brasil e ao mundo toda a riqueza natural que faz de Sinop uma referência na Amazônia mato-grossense”, destacou.

O secretário-adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luis Carlos Nigro, explicou que a visita técnica permitiu conhecer os espaços que poderão receber as atividades do evento. “Realizamos essa visita técnica para conhecer os locais que poderão receber, em outubro, o Conecta Avistar. Trata-se de um evento muito importante, que demonstra a preocupação de Mato Grosso e de Sinop com a preservação ambiental. Será um evento histórico para Sinop e marcará a cidade por muitos anos. Fico muito feliz por contar com o apoio da Prefeitura de Sinop, da diretora de Turismo e do prefeito, que têm contribuído para que possamos realizar esse grande evento”, explicou.

Segundo o secretário-adjunto, o evento também contribuirá para ampliar a visibilidade dos atrativos naturais do município. “Muitas vezes as pessoas pensam que Sinop é apenas agronegócio, mas encontramos uma realidade diferente. O município possui diversos atrativos naturais e inúmeras oportunidades para o turismo, especialmente na observação de aves. Sinop é muito rica na fauna e representa muito bem Mato Grosso nesse segmento”, afirmou.

O Conecta Avistar Mato Grosso ocorrerá em outubro e deve reunir observadores de aves, pesquisadores, fotógrafos de natureza, estudantes, empreendedores e profissionais ligados ao turismo e à conservação ambiental.



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Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP

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Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa. 

O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.

“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”. 

Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita. 

Endividamento 

A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025. 

Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta. 

“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores. 

A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.  

 



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