Mato Grosso
Parceiro da Corrente do Bem, Mauro da Saúde aplaude iniciativas solidárias
Mato Grosso
Da Redação
O vereador várzea-grandense Mauro da Saúde (Mauro Sérgio Gonçalves Pereira), do PSB, é o mais novo integrante da Corrente do Bem, projeto solidário idealizado/operacionalizado pelo jornalista Laerte Lannes [âncora do Programa da Gente – TBO] e o saudoso Arnaldo do Mapin. Graças aos parceiros voluntários do referido projeto, incluindo instituições oficiais, a exemplo do CIOPAER, Rotam, Comando Geral da PM, Governo do Estado, Câmaras Municipais, prefeituras e outros, centenas de famílias já foram atendidas com cestas básicas e apoio geral nas áreas de Saúde, vestuário e moradia.
“Estamos chegando ao ponto de poder relaxar nossos esforços para que os semelhantes tenham amparo providencial e possam respirar felizes, convictos de que o pior já passou”, diz o jornalista Lannes.
Na análise de Mauro da Saúde, considerado representante expressivo do Grande Cristo Rei, região que congrega 72 bairros em VG, é uma honra imensa poder participar desse projeto. O parlamentar explicou que, nos 40 anos em que reside no Cristo Rei, ele sempre se defrontou com situações aflitivas por parte de famílias carentes. Também reiterou que, em nenhum momento, fechou as portas para quantos o procuraram, sentindo-se no dever de ajudar ao máximo dentro do possível. Mas, por força da ausência de mandato parlamentar, reconheceu, apesar da grande liderança comunitária que sempre teve, encontrou dificuldades.
“Diz-se popularmente: “Uma andorinha sozinha não faz verão”. Hoje, com mandato popular outorgado pela população, sinto-me mais estruturado para cobrar melhorias que resultem em apoio efetivo à comunidade. E elas têm chegado sucessivamente. A instituição do projeto Corrente do Bem, por parte do amigo Laerte Lannes, veio se somar às minhas expectativas. Estou já somando com ele e sua determinada equipe voluntária”.
Natural de Rondonópolis, com raízes mineiras, aos 41 anos de idade o vereador Mauro da Saúde afirma se sentir motivado a buscar ajuda para quantos enfrentem dilemas distintos por causa dessa pandemia. “Basta andar por aí e encontramos pessoas desempregadas, doentes, e uma legião de problemas. A parte alimentar é uma das mais elencadas. Pela Corrente do Bem, projeto de amparo formidável aos sofredores anônimos dessa pandemia, vamos poder minimizar um pouco tanto sofrimento. Coloco-me assim plenamente à disposição do projeto Corrente do Bem para tocarmos mais frentes empreendedoras, de amplo cunho social”.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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