Mato Grosso
Ossada encontrada em poço artesiano pode ser da filha dos caseiros desaparecida a dois anos
Mato Grosso
Da Redação
A ossada humana que foi encontrada na tarde deste domingo (01), dentro de um poço artesiano em uma chácara na Rodovia Emanuel Pinheiro, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães pode ser da filha dos caseiros da chácara.
Leia também: Ossada humana é encontrada dentro de poço artesiano no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá
Katia Oliveira Martins, desapareceu em julho de 2017, na época com 28 anos, teria saído de casa no dia 10 de julho com o marido e o filho, que na época tinha 7 meses de vida.
Katia teria dito aos pais que iria na casa dos sogros, nove dias após a suposta visita, os sogros de Katia teriam ido até a chácara deixado a criança e desaparecido.
Após várias tentativas de contato com o casal, no dia 20 de julho de 2017, os pais de Katia teriam recebido uma ligação do marido da filha afirmando que o mesmo havia matado a mulher e posteriormente teria fugido para a Bolívia.
De acordo com os pais, Katia era constantemente agredida pelo marido que inclusive já havia tentado contra a vida da mesma.
Ainda não está confirma se de fato trata-se dos restos mortais de Katia, serão realizados exames que irão confirmar, ou não, se de fato a ossada é mesmo da filha desaparecida do caseiro.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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