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OAB: Depoimento de Ex-governador será usado contra os advogados Faiad, Zílio e Pedro Elias

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Da Redação 

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso vai requerer cópia da decisão da juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que autorizou a prisão domiciliar do ex-governador Silval Barbosa. A autarquia também deve pedir bem os depoimentos em que o peemedebista confessou crimes e revelou a suposta participação de outros réus nos esquemas de corrupção investigados nas cinco fases da operação Sodoma. De acordo com o presidente da Ordem, o advogado Leonardo Campos, os documentos devem embasar os processos disciplinares instaurados no Tribunal de Ética da instituição contra os advogados e ex-secretários de Estado de Administração Francisco Faiad, Zílio e Elias.

Réus em ações penais oriundas das segunda, terceira e quinta fases da operação Sodoma, César Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad são processados internamente na OAB desde suas respectivas prisões, em março e abril de 2016 e em fevereiro deste ano. Faiad chegou a presidir a OAB-MT em duas gestões e é padrinho político do atual presidente da entidade. Todos já estão soltos. Os dois primeiros firmaram acordo de delação premiada, enquanto o terceiro foi liberado mediante pagamento de fiança.

Para o presidente da OAB, embora as declarações de Silval sejam graves, ainda é cedo para avaliar qual será o resultado dos processos disciplinares que cada um deles responde. As punições podem variar de uma simples advertência até a exclusão dos quadros da entidade. Os processos disciplinares vão apurar se as condutas praticadas pelo trio são ou não compatíveis com o exercício da advocacia. 

“Se o que ele [Silval] falou não for comprovado, para nós não vale de nada. Uma delação só é válida se o delator comprova aquilo que ele disse. Então, essas afirmações ainda são muito superficiais para a gente falar sobre uma eventual punição com base nelas”, explicou o presidente. Leonardo Campos afirmou ainda que todos os três processos disciplinares tramitam em sigilo e que ele próprio não tem informações quanto ao andamento. Além disso, não existe uma previsão de quando devem ser concluídos. “Não temos a menor ideia de prazo. No caso do Faiad, nem a defesa foi apresentada ainda, porque a prisão dele ocorreu agora, no início do ano. Os casos do César Zílio e do Pedro Elias são mais antigos, mas não sei em que fase estão”, diz.

César Zílio e Pedro Elias são réus pelos crimes de lavagem de dinheiro, recebimento de propina, constrangimento ou ameaça e fraudes em licitações na ação penal referente às segunda e terceira fases da operação Sodoma. Já Francisco Faiad responde pelos crimes de concussão, corrupção passiva, fraude à licitação e peculato, sob a acusação de participar do esquema de desvio de recursos públicos investigado na quinta fase da operação. De acordo com as investigações, o esquema do qual César Zílio e Pedro Elias teriam feito parte consistia na exigência de propina aos empresários Willians Mischur e Julio Tisuji, da Consignum e Webtech, respectivamente, para a manutenção do contrato das empresas com o Governo do Estado. Parte do dinheiro teria sido usado por Zílio para a compra de um terreno de R$ 13 milhões na Avenida Beira Rio.

Já Francisco Faiad é acusado de participar do suposto esquema que teria desviado R$ 8,1 milhões dos cofres do Estado por meio de contratos e de compras fraudulentas de combustível. Do total de R$ 8,1 milhões, segundo as investigações, R$ 3 milhões teriam sido pagos em forma de propina a fim de garantir a manutenção dos contratos da Marmeleiro Auto Posto Ltda. e Saga Comércio e Serviço Tecnológico e Informática Ltda. com o governo do Estado. Isso porque as contratações teriam ocorrido por meio de licitações fraudadas.

Já os R$ 5,1 milhões restantes teriam surgido “mediante a prática fraudulenta de inserções fictícias de consumo de combustível” de veículos da frota do Poder Executivo.

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Estudantes visitam sede do Judiciário Estadual e vivenciam a prática do Direito

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Mulher de blazer branco discursa para grupo de jovens reunidos em semicírculo em sala com vitrines e quadros históricos nas paredes.Assistir a uma sessão de julgamento, conhecer os bastidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e conversar diretamente com uma magistrada foram experiências que aproximaram os acadêmicos de Direito da Fasipe – campus Cuiabá da realidade das carreiras jurídicas nesta terça-feira (09). A visita foi realizada por meio do projeto Nosso Judiciário, iniciativa do TJMT que abre as portas da instituição a estudantes e promove uma imersão no funcionamento do Poder Judiciário.

Após acompanharem uma sessão de julgamento e conhecerem diferentes espaços do Palácio da Justiça, os alunos participaram de uma conversa com a juíza auxiliar da Presidência Christiane da Costa Marques Neves, no Espaço Memória.

Mulher de cabelos castanhos ondulados, óculos e blazer branco sorri para a câmera. Ao fundo, painel iluminado do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Durante o encontro, a magistrada compartilhou sua trajetória profissional, iniciada em 1999, quando assumiu sua primeira comarca em Canarana, e falou sobre os desafios e as oportunidades da carreira jurídica. “A magistratura é uma carreira valiosa. Nós podemos ser muito úteis e fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Se as pessoas saírem da nossa presença melhor do que chegaram, ou menos sofridas do que chegaram, nós já ganhamos muita coisa”, destacou.

A juíza também ressaltou a importância de os estudantes conhecerem de perto o funcionamento do Judiciário ainda durante a graduação. “Eu não tive essa oportunidade quando estava na faculdade. Ter contato com juízes, profissionais da área do Direito e conhecer a estrutura do Tribunal faz toda a diferença. Aproxima a comunidade acadêmica e ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diversas carreiras jurídicas”, afirmou.

Teoria aplicada na prática

Mulher de cabelos longos loiros, blusa azul royal com renda branca, sorri para a câmera. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Para a professora de Processo Civil da Fasipe, Luana Fátima Zapello, a visita complementa o aprendizado desenvolvido em sala de aula. “Essa visita é muito importante porque os alunos acabam vivenciando na prática aquilo que a gente repassa na teoria. Especialmente em Processo Civil, eles puderam acompanhar temas relacionados a recursos, sustentação oral, julgamentos monocráticos e colegiados, conteúdos que trabalhamos durante o curso”, explicou.

Segundo a docente, a atividade também integra a avaliação acadêmica. “Os alunos elaboram um relatório sobre o que aprenderam durante a visita, transformando a experiência em uma atividade avaliativa”.

Inspiração para o futuro profissional

Jovem de cabelos longos escuros, vestido rosa, e mulher de óculos, blazer branco, seguram juntas um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.A acadêmica Vivian Raysa Silva, do quinto semestre, destacou a importância de observar na prática os conceitos estudados em sala de aula. “Na teoria a gente aprende muita coisa, mas ver uma sessão de julgamento e conhecer como tudo funciona na prática é diferente. Foi uma experiência muito enriquecedora. Eu não imaginava a dimensão do Judiciário quando entrei na faculdade e hoje vejo que a magistratura é uma carreira que gostaria de seguir”.

Homem de óculos redondos, camisa preta, e mulher de blazer branco seguram um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Já o aluno Umberto Saddi Almeida Paschoalin, do décimo semestre, afirmou que a visita reforçou sua motivação para ingressar na magistratura. “Foi um dia de muito aprendizado. Eu me inspiro no meu avô, o desembargador aposentado Manoel Ornellas de Almeida, e estar aqui hoje, inclusive vendo a história dele retratada no memorial, aumentou ainda mais minha vontade de seguir esse caminho profissional”.

O projeto Nosso Judiciário recebe instituições de ensino na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Durante a visita guiada, os participantes acompanham sessões de julgamento, conhecem as dependências do prédio, visitam o Espaço Memória e recebem exemplares do Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou para levar o projeto a instituições de ensino, basta entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3032 ou 3617-3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Junior Silgueiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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