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Myrian Serra comunica sua renuncia da reitoria da UFMT

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Da Redação

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, comunicou que está renunciando ao cargo e que o comunicado foi encaminhado na última sexta-feira (21) para a Associação Nacional de Dirigentes das Universidades Federais de Ensino Superior (Andifes).

No comunicado, Myrian alega problemas pessoais e que continua no posto até o dia 2 de março, porém, garante que ficará a frente de outras ações em defesa da educação superior pública, autônoma, laica, gratuita, democrática e inclusiva.

Desde de 2019, Myrian vinha enfrentando problemas em sua gestão, de acordo com a mesma, a maioria causados pelo contingenciamento de recursos as universidades no qual foi determinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em julho de 2019, a universidade chegou a ficar sem energia elétrica devido a falta de repasses do Governo Federal, com isso a instituição não teria pago contas com a concessionária que administra a distribuição de energia em todo o Estado, na época o problema gerou repercussão negativa, já que pessoas ligadas ao governo haviam imputado a culpa da falta de energia a sua gestão que não teria se atentado ao fato.

Em agosto a universidade passou por mais uma greve, desta vez, foram os vigilantes terceirizados que decidiram parar de trabalhar para reivindicar o pagamento dos salários atrasados, na época eles bloquearam as entradas da universidade.

Em outubro do mesmo ano, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 800 mil da universidade para o pagamento da empresa responsável pelos vigilantes.

Outro ponto crucial, é falta de segurança que a universidade vem enfrentando já a muitos meses, o mais recente caso que expos está situação foi a invasão de criminosos no Hospital Veterinário da UFMT a cerca de duas semanas, na ocasião, os criminosos destruíram vários objetos no interior do hospital e ainda roubaram alguns materiais utilizados em cirurgias.

Até o momento os autores da invasão não foram identificados, já que apenas um vigilante fazia a segurança de toda a região e além disso as câmeras de segurança do local não estariam funcionando, fato que impossibilitou a identificação dos criminosos.

Outra reclamação constante das pessoas que frequentam as dependências da UFMT, é justamente a presença de usuários de drogas que não se intimidam com a presença de outras pessoas, o local estaria servindo como ponto para usuários que muitas das vezes acabam cometendo assaltos e pequenos roubos.

Foto: João Vieira

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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