Mato Grosso
Ministro Luiz Fux, do STF, emite despacho à PGR sobre conselheiros afastados do TCE/MT
Mato Grosso
Inflexível, ministro Fux afirma que sempre agiu e agirá com base nos dispositivos constitucionais. Em outras palavras, ‘ninguém está acima da lei’. Recado claro às autoridades que, tradicionalmente respaldadas no guarda-chuva protetor do foro privilegiado, insistem em descumprir a lei de todas as formas, inclusive com prática de ilícitos graves, como aconteceu com Silval Barbosa e os próprios conselheiros do TSE/MT
Da Editoria
Desde que a “casa caiu” para o ex-governador Silval Barbosa e seus cúmplices, alguns ainda hoje em regime carcerário, o efeito dominó da Delação Premiada do ex-governador, que ora cumpre liberdade condicional, é o principal fantasma dessa quadrilha governamental de práticas fraudulentas. Os que, por enquanto, não lograram ser trancafiados, já sentem na pele o que pode vir pela frente pela boca rancorosa de Silval. E os que foram denunciados já entraram também nesse comboio penitencial dos próprios crimes, como aconteceu recentemente com cinco conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso, afastados por decisão do Supremo Tribunal Federal. Eles, segundo Silval delatou, integravam milionário esquema de corrupção no Governo do Estado.
Ficou evidenciado,assim, que a paciência do STF chegou ao seu limite máximo ao atender pedido do Ministério Público Federal para promover “varredura” exemplar na sujeira que imperava também no TCE/MT. Foram afastados o próprio presidente do órgão, Válter Albano, além dos conselheiros Antônio Joaquim, Waldir Júlio Teis, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo de Almeida. Na Delação Premiada, o ex-governador Silval Barbosa enumerou os cinco como autores de exigência de R$ 53 milhões de propina para “colaborar” com o andamento das obras da Copa de 2014. Ou seja: que, via TCE, não fosse tomada nenhuma medida contrária às obras. Os citados conselheiros deixaram claro tal disposição, caso não recebessem os valores acima, afirmou o ex-governador à Justiça.
Agora, por meio de despacho à Procuradoria-Geral da República, o ministro Luiz Fux voltou a assinalar que se mantém irredutível nessa questão, pontuando suas decisões no STF basicamente nas leis vigentes da Constituição Brasileira e Código Penal. Não existe aí, é a má notícia para os corruptos, nenhuma ponderação do Supremo em face dos crimes que os integrantes de altos escalões possam cometer. “A lei existe para todos, e, como tal, deve ser aplicada de forma imparcial”, retórica recorrente dos ministros do STF, quando pressionados a rever decisões que atingiram graduados de colarinho branco.
Diante desse episódio escabroso, do TCE, os mato-grossenses se sentem francamente impotentes sobre em quem confiar, a quem atender e ter convicção de que aquele representante de órgão é efetivamente idôneo, e não tem – na sua trajetória pública – nenhuma lama capaz de ultrajar cidadãos íntegros. Isso porque, se cinco conselheiros cometeram ilícitos graves, quando tinham o dever de fiscalizar e primar pela integridade e zelo da coisa pública, é compreensível que, de agora em diante, possa prevalecer prudente recuo por parte de terceiros. É que a consciência atordoada dos mato-grossenses mal consegue assimilar a quantidade de práticas corruptas que recrudesceu a bel prazer no governo anterior, prudentemente amordaçada por generosos milhões distribuídos de forma aleatória a quem deveria hastear bandeira de lisura justiceira, não corrupta.
Silval Barbosa, pelo visto, não esqueceu seus dias de confinamento nas grades, e tem mais delações a fazer envolvendo outros graúdos da política. Até agora, de tudo que o ex-governador detonou, nada foi contestado pelas investigações, prova de que ele não está falando “abobrinhas”, conforme querem enfatizar os denunciados, tachando as delações de levianas, criminosas, infundadas, inconsistentes e similares. Deve ser salientado que o curso investigatório ainda não foi concluído oficialmente.
O caso do conselheiro Antônio Joaquim, que também presidiu o Tribunal de Contas, incide em outra questão, insistentemente defendida por ele: sua aposentadoria precoce pelo órgão, já que, dificilmente, Joaquim retomará suas funções no TCE. O ainda conselheiro tem feito diligências oficiais nesse sentido no TCE e junto a outros setores governamentais, mas, até agora, não logrou êxito, posto que está sob investigação de corrupção, apesar de jurar, de pés juntos, ser inocente potencial.
Pela legalidade moral e normativas do setor público, a instauração de processos de investigação automaticamente aciona a paralisação de aspiração de qualquer benefício por parte do investigado. Resumindo: o conselheiro Antônio Joaquim precisa aguardar, primeiro, o desfecho investigatório ou processual das denúncias que determinaram seu afastamento das funções do TCE, a fim de que, depois, esse pedido possa ser analisado por instâncias superiores, sendo finalmente homologado ou deferido. Vamos torcer para que o último item prevaleça. “Se for legal, será autenticamente imoral”, conceito premilinar de 9 entre 10 habitantes do Estado.
A aposentaoria em questão é ato de grande esperteza do conselheiro Antônio Joaquim. Assimila-se a desmandos cometidos por outras autoridades, inclusive integrantes do próprio TCE, aposentados com respectivas remunerações integrais, altíssimas. Pena que isso não valha para o restante dos funcionários públicos e privados: diante de ocorrências semelhantes, a demissão por justa causa acarreta rescisão zero ($$$) e expurgo definitivo dos quadros do funcionalismo. Seria cômodo que, a exemplo de outros graduados, também esses não privilegiados pelas mordomias dos altos escalões pudessem continuar recebendo seus vencimentos ao desfrutar de cômodas aposentadorias…
O mais importante é que o carro justiceiro está correndo pelo País inteiro, não se detendo para dizer alô compreensivo a quem quer que seja importante, lá e cá nos rincões da Pátria. As operações desencadeadas pela Polícia Federal percorreram não somente Mato Grosso, mas vários estados considerados elites produtivas e econômicas, com importantes figuras no comando político.
Na visão brilhante de ministros do Supremo Tribunal Federal, se as leis brasileiras são arranhadas ou plenamente corroídas por, digamos, “ratazanas humanas” afoitas por dinheiro, então a ratoeira da Justiça é acionada para trancafiá-las de imediato, ou mais além, quando tudo puder ser provado. No linguajar mais nobre do órgão, não cabe infringir as normas constitucionais em proveito próprio, e o crime tem caráter de gravidade maior quando praticado no exercício de funções públicas. O ministro Luiz Fux provou isso recentemente ao deflagrar afastamento e prisões de colarinhos brancos que se julgavam intocáveis por força dos cargos. Mas ainda existe uma outra legião de ratos assustados e livres por aí. Incluisive em solo mato-grossense…
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Esporte6 dias atrásFlaco López marca, Palmeiras vence o Bahia e colar no líder Flamengo
-
Esporte6 dias atrásAthletico-PR e Atlético-MG empatam em 2 a 2 no Brasileirão
-
Polícia6 dias atrásPL garante atendimento odontológico a crianças, idosos e pessoas acolhidas em MT
-
Esporte7 dias atrásFim da linha: Corinthians demite Fernando Diniz
-
Mato Grosso7 dias atrásRede de enfrentamento à violência doméstica completa quatro anos
-
Economia5 dias atrásBancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets
-
Esporte3 dias atrásFlamengo vence o Fluminense e mantém a liderança no Brasileirão
-
Cidades3 dias atrásEsporte nos bairros amplia acesso gratuito a futebol, capoeira e atividades físicas em Cuiabá


Você precisa estar logado para postar um comentário Login