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Merenda escolar garante qualidade nutricional a alunos da rede municipal de educação

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VÁRZEA GRANDE ENRIQUECE O CARDÁPIO DOS ALUNOS DA REDE PÚBLICA EM BUSCA DE MELHORES RESULTADOS NO APRENDIZADO

Da Redação

 

Importante elo da segurança alimentar combinado com os resultados do ensino aplicado e o aprendizado absorvido pelas crianças e jovens tem norteado a política da merenda escolar em Várzea Grande que está ganhando requintes em seu cardápio.

A merenda escolar é preocupação constante nas escolas e creches da rede municipal de ensino de Várzea Grande. Além de quantidade e qualidade, a Prefeitura Municipal acaba de implantar o programa da Organização Não Governamental Internacional de Alimentação Consciente Brasil, que visa implementar a merenda escolar servida aos 27 mil alunos matriculados nas escolas e creches municipais.

“Os produtos adquiridos são de qualidade e devem ser manuseados e bem preparados, pois temos convicção de que a refeição nas escolas de Várzea Grande são mais do que um complemento alimentar, são um reforço para que cada aluno receba a quantidade ideal de nutrientes. Aqui não falta merenda e a mesma tem que tem qualidade e ser saborosa”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

O programa também objetiva reduzir os impactos ambientais ao oferecer aos alunos da rede pública de ensino refeições mais saudáveis e sustentáveis. O cardápio diferenciado é elaborado por nutricionistas e prima pela necessidade da reposição de calorias e nutrientes necessários para o adequado desenvolvimento físico e intelectual do estudante.

A implementação da política alimentar adotada por Várzea Grande segue as recomendações das maiores autoridades mundiais em assuntos relacionados ao Meio Ambiente e Saúde, como a Organização das Nações Unidas e a American Heart Association, que sugerem medidas de redução do consumo de carnes e derivados de origem animal para combater e prevenir doenças.

As medidas são recomendadas, pois ajudam a frear o desmatamento e a diminuir o consumo excessivo de importantes recursos naturais como a água.

Para Renata Sacarells, especialista em Políticas Alimentares do programa Alimentação Consciente Brasil, “Várzea Grande passa a liderar juntamente com grandes capitais do país uma importante iniciativa para atuar direta e efetivamente em questões críticas da sociedade nos âmbitos de saúde pública e sustentabilidade. Sendo um importante exemplo para que outras cidades também adotem essa iniciativa, que já vem sendo implantada em países na Europa e em cidades nos Estados Unidos”.

Diariamente nas escolas municipais de período parcial, a merenda é servida uma vez por dia. Nas unidades que já trabalham o período integral, as unidades Em Tempo Ampliado (ETA), a alimentação é oferecida pelo menos três vezes, dentro dos chamados turno e contra turno de ensino. 

Edenir Maria de Almeida, responsável pela merenda escolar da rede pública municipal, informa que o cardápio de alimentação de crianças e jovens irá continuar seguindo as determinações propostas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) porém agora com implementações.

“Para crianças que estudam em período parcial, que é em torno de 4 a 5 horas na escola, temos de fornecer em torno de 15% a 20% das necessidades nutricionais. Há todo um acompanhamento ao que é servido em cada estabelecimento de ensino. Essa proximidade leva a uma adequação de cardápio que constantemente é atualizado em razão de levar maior valor nutricional para os alunos”.

Com a nova parceria, todas as 300 merendeiras da rede municipal de ensino receberam treinamento ministrado pelo Chef de cozinha André Vieland da Humane Society International (HSI), com o objetivo de aprender opções de receitas saudáveis para produzir refeições com alto valor nutritivo, como a feijoada de legumes, o virado de mandioca, o macarrão à cuiabana, entre outras. 

“No cardápio, trabalhamos com variedade na alimentação, e esta diversificação, oferece maior número de nutrientes. A criança necessita de vários nutrientes para um crescimento saudável, a exemplo da inclusão de folhas, como agrião e alface na alimentação escolar. As crianças quase não comem folhas, então precisamos usar a criatividade. Não podemos esquecer de incluir no cardápio os itens da culinária regional”, observou o chef.

A responsável pela merenda escolar ressaltou que toda a alimentação servida parte do princípio que deve suprir as necessidades nutricionais de cada criança. “São 350 calorias básicas que a turma do período parcial precisa ingerir. Quanto a turma do integral a merenda tem de suprir 70% das necessidades”, disse Edenir.

Ela explica que hoje, a merenda servida aos alunos da rede municipal de ensino de Várzea Grande cumpre um papel social de extrema importância. “Muitas crianças vão para a escola, principalmente por conta da merenda. É de suma importância, porque às vezes elas só têm aquela refeição no dia. É aquele nutriente que vai sustentá-la”, finalizou.

Merendeiras, professores e pais de alunos também destacaram a alimentação servida nas escolas. “Meus filhos comem a merenda todos os dias e nunca falta. O bom é que se eles estão com mais fome, podem repetir. E, agora com esse curso aprendi a fazer pratos mais saudáveis e também vou aplicar em casa”, disse a merendeira e mãe de alunos, Geisiane Ramos Viana, da escola municipal de educação básica “Lúcia Leite Rodrigues”.

A opinião positiva é compartilhada por Rosângela Estácio da Cruz silva, também funcionária da escola municipal de educação básica “Lúcia Leite Rodrigues. “Não achei o curso difícil, foi prático e garantirá uma dieta saudável. A comida que servimos já é muito boa, e com o que aprendemos nesse curso e com o Chef de cozinha vai ficar melhor. Meu prato favorito feito hoje foi o tutu de feijão que não leva carne”, contou sem fazer cerimônias.

A merendeira Lucinéia Silva, que trabalha na escola municipal de educação básica “Professor Antônio Salustio Areias”, no bairro Capela do Piçarrão, conta que as crianças simplesmente adoram a comida servida durante a merenda e agora irão gostar ainda mais. “Elas comem de tudo aqui e repetem sempre. Elas adoram e acho que agora com esse incremento no cardápio irão achar incrível. Com essas receitas nossas crianças vão comer de tudo, a exemplo do virado de mandioca e carne de jacaré que iremos preparar”, disse.

As mães de alunos e também funcionárias da escola municipal de educação básica “Professor Antonio Salustio Areias”, descreveram as novas receitas como saborosas e saudáveis. “Vai nos ajudar em casa também pois podemos diminuir um pouco a quantidade de carne que pesa no orçamento da família”, opinaram Maria Auxiliadora Arruda e Nair Lima da Rocha.

O diretor da ONG, Alan Darer, que esteve no Brasil por ocasião da certificação internacional da Prefeitura de Várzea Grande com o “Selo de Alimentação Consciente”, visitou as instalações das escolas da rede municipal de ensino, e afirmou que a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer prima pela preocupação com a qualidade do alimento oferecido aos alunos e também em não deixar faltar refeições.

“Como parceiro vejo que a Prefeitura de Várzea Grande tem uma política de merenda escolar ampla, organizada e transparente. A merenda servida à essas crianças é uma das melhores que já vi no Brasil, se não for a melhor. É diversificada, de qualidade e de primeira linha. Vejo que sobra merenda para os alunos, que estão bem alimentados. Agora, queremos contribuir com essa política de educação alimentar acrescentando qualidade e fazendo com que as crianças aprendam a se alimentar bem”, declarou Alan Darer.

Os esforços por uma boa alimentação no município renderam a certificação internacional “Selo de Alimentação Consciente” e Várzea Grande passa a ser a segunda cidade de Mato Grosso a receber o Selo e uma das pioneiras no Brasil ao implantar programa que visa melhorar a saúde pública e reduzir os impactos ambientais causados pelo consumo de carne e produtos de origem animal.

O secretário municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer, Silvio Fidélis, acrescenta que a lei estabelece que pelo menos 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar sejam destinados a compra de produtos orgânicos de agricultores familiares. “Mais do que um programa que fornece alimentação nutritiva aos estudantes da educação básica enquanto estão na escola, contribuímos com a vida de agricultores familiares, desenvolvemos o hábito da alimentação saudável e evitamos a evasão de alunos”.

A convergência de políticas públicas visando a integração entre a agricultura familiar, alimentação escolar e parcerias enriquecedoras resultaram em um cardápio elaborado respeitando a cultura local, alimentos regionais, os princípios de quantidade, qualidade, variedade, moderação e harmonia.

“Um cardápio saudável deve fornecer alimentos em quantidade adequada, nem de mais, nem de menos, proporcionando ao organismo todos os nutrientes necessários, contribuindo para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e rendimento escolar dos estudantes, além da formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional”, explicou o secretário Silvio Fidélis.

“Investir na qualidade da merenda escolar é fundamental, pois a alimentação saudável faz parte de um aprendizado eficiente”, disse a diretora da escola municipal de educação básica ‘Emanuel Benedito de Arruda’, no bairro Santa Maria II que recebeu um dos treinamentos. A diretora Josiane Maria da Silva, também lembra que “a administração vem assegurando aos seus alunos o fornecimento diário de uma alimentação mais rica, sadia, nutritiva e de qualidade, colaborando, assim, para a sua formação social e cognitiva”, explicou.

O treinamento do programa Alimentação Consciente ocorreu em Várzea Grande dias 04, 05 e 06 de setembro. A “Alimentação Plant Based” tem como base energética e nutritiva alimentos ricos em fibras e amidos como: batatas e batatas doces; grãos integrais como arroz integral, milheto, quinoa e trigo; Milho e ervilhas; Leguminosas como grão-de-bico, feijões, lentilhas e a soja acompanhados de frutas frescas, verduras, legumes sempre diversos e coloridos.

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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