Mato Grosso
Max Russi ressalta a importância das ações da Assembleia neste período de pandemia
Mato Grosso
Da Redação.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Max Russi (PSB) falou em entrevista ao vivo, em uma rádio da capital, sobre a importância da economia gerada na Casa, neste período de pandemia, que resultou na destinação de milhões no combate, prevenção e atendimento para os pacientes vítima do Covid-19.
Dentre vários assuntos abordados pelo presidente, o fortalecimento dos micros e pequenos empresários, através do Desenvolve MT, foi destaque, com ações voltadas para o fortalecimento do setor, no período de pandemia e pós pandemia.
“Os microempresários estão sendo afetados de forma diretamente nesta pandemia, estão passando por dificuldades, a gente precisa através do Desenvolve MT, fortalecer esses empresários com micro créditos, com ações de empréstimos, de fortalecimento, para o não fechamento desses mercados de trabalho, assim vamos conseguir passar essa pandemia”, ressaltou Max.
Para o deputado, a eficiência nas compras, nas contratações, somadas com os cortes neste período de pandemia, possibilitou na economia de carca de R$ 100 milhões em dois anos na Assembleia Legislativa.
Os recursos foram destinados para o seguintes setores:
“Esses recursos serviram para a ampliação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Metropolitano, como também no estado todo, investimentos na segurança, no sistema penitenciário, na agricultura família, no social, a Assembleia devolveu recursos para o Governo do Estado, e esses recursos foram investidos, e vamos continuar gerindo desta forma”, ressaltou o presidente.
Max explicou que parte da economia gerada, é decorrente de várias ações, que envolve a não realização de várias atividades, que vai desde as audiências públicas, como forma de evitar aglomerações, assim não gastam com diárias de profissionais, transporte, equipamentos até com passagens e combustíveis, entre outros.
O presidente ainda falou que a Assembleia vai seguir o decreto do governo, ficando fechada para o público durante15 dias, “recebemos pessoas do estado todo, tem gente que roda mais 1000km para chegar na Assembleia, nós temos que resguardar a vida dessas pessoas, e dos nossos servidores”, disse Max.
Foto: Fablicio Rodrigues
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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