Mato Grosso
Mato Grosso cria Comissão de Fertilidade do Solo para fortalecer produção agrícola
Mato Grosso
Mato Grosso deu mais um passo para fortalecer a base técnica da sua produção agrícola com a criação da Comissão de Fertilidade do Solo do Estado (CFS-MT). A iniciativa foi instituída durante a 1ª reunião ordinária do Comitê Gestor de Fertilizantes e Bioinsumos de Mato Grosso, realizada nesta quinta-feira (12.2), e busca ampliar a eficiência no uso de fertilizantes, elevar a produtividade no campo e contribuir para a competitividade do agronegócio mato-grossense.
Maior produtor agrícola do país, Mato Grosso demanda grandes volumes de fertilizantes para sustentar sua produção. Nesse contexto, iniciativas voltadas ao fortalecimento técnico e científico da cadeia produtiva são estratégicas para ampliar a eficiência e a sustentabilidade no campo. A criação da comissão também busca avançar na padronização de métodos e recomendações, promovendo maior segurança e precisão nas análises e no manejo do solo, com reflexos positivos na produtividade e na rentabilidade dos produtores.
A coordenação da CFS-MT ficará a cargo do engenheiro agrônomo e técnico agrícola Milton Moraes, que destacou a relevância estratégica da iniciativa diante do cenário nacional de produção e importação de fertilizantes. “Hoje, importamos 90% e produzimos 10% dos fertilizantes consumidos aqui no Brasil. O plano é que, em 2050, estaremos importando 50%. Não é uma tarefa tão fácil. Diante disso, o plano nacional e os planos estaduais estão sendo criados. Mato Grosso foi o segundo estado a criar um plano estadual”, afirmou.
Entre os objetivos da comissão estão a elaboração e atualização das recomendações oficiais de correção do solo e de adubação, a padronização e atualização dos métodos oficiais de análise de solos, tecido vegetal, corretivos, fertilizantes e outros materiais de interesse agrícola e a definição de demandas prioritárias de pesquisa em fertilidade do solo e nutrição mineral de plantas, para financiamento por instituições de fomento.
A comissão será composta por representantes de instituições de ensino, pesquisa, assistência técnica e extensão rural, produtores rurais, órgãos de fiscalização e demais entidades sediadas ou atuantes em Mato Grosso na área de ciência do solo, com ênfase em fertilidade, nutrição de plantas e adubação.
Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Linacis Silva Vogel Lisboa, a criação da comissão representa um avanço importante para o fortalecimento do setor produtivo.
“A criação dessa comissão é estratégica para Mato Grosso, porque fortalece as bases técnicas e científicas que orientam o uso mais eficiente dos insumos e o manejo sustentável da produção. Ao reunir instituições de pesquisa, ensino e o setor produtivo, a iniciativa amplia a geração de conhecimento, incentiva a inovação e cria condições para aumentar a competitividade do agronegócio, com reflexos diretos na produtividade e na segurança da produção no estado”, destacou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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