Mato Grosso
Mais de 420 mil mato-grossenses fizeram a Carteira de Identidade Nacional em 2025
Mato Grosso
A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) emitiu, ao longo de 2025, 429.378 Carteiras de Identidade Nacional (CIN). Atualmente, mais de um milhão de mato-grossenses já possuem a nova CIN, o que corresponde a cerca de 30% da população do Estado.
O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, destacou que os números positivos refletem o esforço coletivo e a modernização dos serviços.
“Os números de 2025 refletem o empenho e a dedicação de todos os profissionais envolvidos no trabalho da Politec. A emissão de mais de 429 mil Carteiras de identidade nacional demonstram o fortalecimento da identificação civil em Mato Grosso, com foco na segurança, na tecnologia e no atendimento ao cidadão”
A emissão da nova Carteira de Identidade teve início em Mato Grosso em 6 de março de 2023, colocando o Estado entre os primeiros do país a implantar o novo modelo, sendo o quarto Estado brasileiro a iniciar a confecção do documento.
No início da implantação, a demanda diária era inferior a duas mil solicitações, girando em torno de mil emissões por dia. Com a consolidação do sistema e a maior procura da população, impulsionada, inclusive, pela gratuidade da primeira via, o volume chegou a mais de 2.400 solicitações diárias.
Em 2023, foram emitidas pouco mais de 350 mil carteiras. Em 2024, o volume ultrapassou 400 mil documentos, chegando agora a 429.378 CINs emitidas em 2025.
Atualmente, o tempo médio para entrega da Carteira de Identidade Nacional está entre duas e três semanas, desde que não haja intercorrências no processo.
Rede ampla e atuação integrada
A emissão da Carteira de Identidade Nacional envolve uma ampla rede de profissionais e instituições parceiras. Mato Grosso conta hoje com cerca de 150 postos de atendimento, distribuídos em todo o Estado. A maioria funciona por meio de convênios com prefeituras municipais, além de unidades que operam em parceria com a Assembleia Legislativa, Ganha Tempos, cartórios e as próprias unidades da Politec.
Além dos atendentes na ponta, o processo envolve o trabalho técnico dos papiloscopistas, responsáveis pela análise biográfica e biométrica, além da validação de todas as informações. Também fazem parte desse fluxo órgãos como a Receita Federal e o Ministério da Justiça, que estão integrados ao sistema da Carteira de Identidade Nacional.
Antes da implantação da nova CIN, a responsabilidade pela carteira de identidade era concentrada nos estados. Com o novo modelo, a entrada desses novos atores trouxe maior complexidade ao sistema, mas também garantiu avanços significativos, como a padronização nacional, o uso do CPF como número único e o aumento da segurança das informações.
Tecnologia e segurança da informação
A nova Carteira de Identidade Nacional atende a um anseio histórico que se arrastava há mais de 30 anos. Desde a década de 1990, havia a expectativa de criação de um documento único, padronizado em nível nacional e com compartilhamento seguro de informações. Esse projeto se concretizou em 2023 com a adoção de tecnologias avançadas.
Entre os diferenciais do novo documento está o uso da tecnologia blockchain, a mesma utilizada em criptomoedas, que garante que as informações inseridas no sistema, após validadas, não possam ser alteradas. Isso assegura maior confiabilidade dos dados e reforça a segurança tanto para o cidadão quanto para a segurança pública.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica
A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.
A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.
Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.
“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.
A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.
“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.
Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.
“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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