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“Laranja”: Em ano eleitoral vereador terá que explicar nome envolvido em investigação de notas falsas

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Mato Grosso

Da Redação.

Com R$ 73 milhões em notas, a Mercearia Antunes, de propriedade do vereador por Várzea Grande, Joaquim Antunes (PSDB), faz parte do inquérito da Polícia Judiciária Civil, através da Operação “Fake Paper”, que investiga produtores rurais, advogados e comerciantes supostamente envolvidos em um esquema de emissão de notas falsas, causando prejuízo estimado em mais de R$ 400 milhões aos cofres públicos.

“A Mercearia Antunes estava sendo usada como Laranja no caso da notas”.

O vereador confirmou que é proprietário de um pequeno comercio com a razão social, Joaquim Antunes de Souza-ME, que tinha até o mês de março de 2019, o nome fantasia de “Mercearia Antunes”, porém o vereador revelou que arrendou o comercio para o primo, Welinton Renato.

Neste caso, o responsável pela suposta emissão das notas falsas seria Welinton Renato, que além de primo, era contador da Mercearia Antunes.

O vereador explicou que foram emitidas cerca de 27 notas, no período de novembro de 2017 a março 2018, e que desconhece o suposto esquema, que só ficou sabendo da irregularidade, porque teve o CNPJ bloqueado, e quando foi notificado pela Secretaria de Estado de Fazenda.

Segundo informações da Polícia Civil, interceptações telefônicas constataram que o contador Welton faz parte da organização criminosa, que resultou na sua prisão durante a Operação “Fake Paper”.

Mesmo constatando apenas o contador Welton como integrante da organização, o nome e as atividades do vereador Joaquim Antunes está sobe suspeita, já que a sua omissão nas fiscalizações da documentação da empresa em seu nome, ainda não foram bem esclarecidas, principalmente para a sociedade várzea-grandense, que ele deve satisfação por ser um homem ocupa um cargo público.

Joaquim Antunes não foi eleito na última eleição municipal, ficou na suplência do vereados cassado Ademar Jajah (PSDB). Pelo que tudo indica, com o nome envolvido neste suposto esquema de notas falsa, Joaquim Antunes se for candidato, irá amargar mais uma vez o banco de reservas, isso se chegar a ser suplente.

 

Foto: Dino/Terra

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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