Mato Grosso
Homem atira na própria testa durante assalto a residência
Mato Grosso
Da Redação
Dois homens foram presos pela Polícia Militar na cidade de Canarana (820 km de Cuiabá), os suspeitos teriam roubado uma residência no bairro Bela Vista, um dos homens atirou acidentalmente no próprio rosto, a bala atingiu de raspão a testa do suspeito.
Os policiais foram informados após chegar ao local que um dos suspeitos, C.R.M de 20 anos, havia fugido em uma motocicleta que era pilotada por G.R.G de 21 anos, que segundo as informações seria moto-taxista.
Após diligências os policiais chegaram até a residência do moto-taxista e encontraram o autor do roubo, o mesmo estava com um sangramento no rosto. De acordo com o próprio suspeito, ele teria se assustado com os gritos da vítima e atirado acidentalmente em direção ao seu rosto, acertando de raspão na testa. Em relação a arma de fogo, o suspeito alegou ter alugado de um desconhecido que não foi identificado pelo suspeito.
Durante as buscas na residência, foram encontradas joias, duas espingardas dos calibres 20 e 36, além de munições, capsulas e dinheiro em moeda nacional e estrangeira, a polícia encontrou ainda ferramentas de construção civil e uma balança.
O homem ferido foi atendido após ser encaminhado para uma unidade de saúde, após ser liberado foi encaminhado para a delegacia juntamente com o moto-taxista onde foram tomadas as providências cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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