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Haitiano com transtornos mentais é morto após dar facada em policial

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Da Redação

Um homem identificado como R.L., 48 anos foi morto no início da tarde desta terça-feira (10) após atacar um policial militar no bairro Barreiro Branco, em Cuiabá.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a esposa da vítima chamou as equipes Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de acordo com a esposa ele era portador de problemas psiquiátricos e estava trancado dentro de um quarto a pelo menos dois dias.

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Ainda de acordo com a esposa de R.L., o marido teria a agredido no domingo (08), o homem é natural do Haiti e estaria no Brasil a pelo menos dois anos. Após a chegada do Samu, foi necessário acionar a Polícia Militar (PM), já que o homem estava transtornado e se recusava a sair do quarto. Em dado momento, o homem pegou uma faca que estava no quarto e partiu para cima dos policiais.

No momento em que o haitiano atacou o policial, um outro membro da guarnição que atendeu a ocorrência disparou contra o haitiano que morreu no local. Após o fato, o local foi isolado e as equipes de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para irem ao local.

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O soldado que foi vítima da facada, foi encaminhado para um hospital particular de Cuiabá e está fora de perigo. A Corregedoria da Polícia Militar está acompanhando o caso e irá abrir uma investigação para apurar a conduta dos policiais.

O corpo do haitiano foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) onde passou por exames de necropsia e posteriormente foi liberado para os trâmites fúnebres.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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