Mato Grosso
Gestão de conselheiro foi a pior da história do TCE de MT
Mato Grosso
Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes
Reportagem Especial
Da Redação
Em sessenta e três anos de existência, o Tribunal de Contas de Mato Grosso nunca conviveu com tamanha aberração de um presidente estar envolvido com alguma forma de escândalo, denúncia, fraude ou corrupção.
É certo que, já se flagraram casos de má conduta individual nesses longos anos de existência do órgão.
Agora, o atual conselheiro Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, que entrou de férias ontem, 29, e deve se aposentar no mês que vem, bateu todos os recordes e superou as piores expectativas.
Desde quando veio a público a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob o ministro Luís Fux, e homologada pelo Ministério Público Federal, através de Rodrigo Janot, os crimes do conselheiro – todos tipificados no código penal brasileiro – sofrem investigação por parte da justiça estadual e federal, do MPE, MPF, GAECO e Polícia Federal, por ele ter cometido uma gama de diversos crimes.
O mais popular é o que os jornais Página 12 e O Mato Grosso vêm denunciando e que foi matéria dos principais jornais do Brasil: Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e ainda na TV Globo do Rio de Janeiro. É o que fala da extorsão de R$ 53 milhões feito por Antônio Joaquim e seus colegas conselheiros junto ao ex-governador Silval Barbosa, quanto este comandava o executivo estadual.
Joaquim está sendo investigado e deve responder criminalmente por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção ativa e fraude a procedimento licitatório.
Pesa ainda contra o conselheiro, crimes ambientais, ameaça, cárcere privado, grilagem de terras, aumento injustificável de seu patrimônio, favorecimento a apadrinhado politico em licitação no TCE, desrespeito ao regimento interno do órgão e a Constituição Federal e abuso de autoridade.
É certo que se a divulgação desses crimes fosse uma competição entre os Tribunais de Contas de todo o país, certamente Mato Grosso estaria entre o primeiro colocado.
Na verdade é que Mato Grosso descobriu tarde o lado obscuro de Antônio Joaquim. O escândalo da delação de Silval envolvendo Antônio Joaquim e seus colegas colocou o TCE de Mato como um local onde pode viver conselheiro acusado de corrupção, a mercê da lei.
É lógico que seria. Se não houvesses tantos os desdobramentos que até a imprensa local foi incapaz de acompanhá-los quase que diariamente.
Por isso, recapitular os acontecimentos tem dois feitos importantes: primeiro, reativar na memória dos fatos que embora, tão recentes – e vitais – parecem superados pelas constantes avalanches de revelações: mentiras, desmentiras, e acusações que se comprovem genuínas.
E segundo, a revelação da quantidade do ´achaque´ protagonizado por Antônio Joaquim e seus colegas, formada por uma massa gigantesca capaz de calcinhar tudo o que passa em sua órbita.
Dos seis conselheiros do TCE de Mato Grosso, apenas Campos Neto esteve fora do pedido de propina para o ex-governador. Pela decepção da gestão pífia de Antônio Joaquim no comando do órgão no estado e pela longa lista de deslizes cometidos por ele na sua vida pregressa, a história o escolheu como pior em toda a existência do TCE de Mato Grosso.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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