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Emenda de Wellington defende justiça na distribuição do Orçamento Impositivo

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Da Redação.

O senador Wellington Fagundes (PL) apresentou destaque para apreciação de sua emenda, que visa colocar fim à polêmica sobre a aplicação dos R$ 15 bilhões do Orçamento Impositivo,  que será alvo de discussão por deputados e senadores na reunião da comissão.

“Precisamos fazer Justiça aos Estados e municípios”, disse o parlamentar do PL.

Wellington defende que os valores sejam distribuídos aos Estados e municípios, de acordo com regras e percentuais definidos pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).  A decisão será tomada nesta quarta-feira, 11, pela Comissão Mista do Orçamento.

O projeto tem sido motivo de intensos debates por determinar que, na execução de emendas, o relator-geral ou a comissão do Congresso somente serão ouvidos pelo Governo, quando a iniciativa parlamentar reforçar dotação original proposta pelo Executivo — e apenas em relação ao montante que foi acrescido.

Fagundes considera que a emenda “acaba com a discussão de que o Congresso Nacional estaria se apropriando de recursos da União” e destacou que os parlamentares, em verdade, estão buscando “garantir justiça e transparência na aplicação dos recursos oriundos do próprio contribuinte”. Esse princípio, segundo ele, se confirma a partir da aprovação dessa emenda.

O senador ainda disse que o Orçamento Impositivo é uma conquista do Congresso Nacional e de sua relação direta com a população. Mas destacou que “orçamento público não são apenas emendas pura e simples” e representam instrumento de regionalização do desenvolvimento nacional.

“O FPM e o FPE, sem dúvidas, são elaborados em critérios onde são levadas em consideração o nível sócio-econômicos dos entes federados, com base na população e na área territorial de abrangência, privilegiando, de fato, o desenvolvimento regional”, acrescentou Fagundes.

O líder do Bloco Vanguarda entende que Estados com populações maiores necessitam de mais recursos para prover os serviços necessários aos seus cidadãos. Ao mesmo tempo, o critério  leva em consideração outras variáveis: estados com uma renda per capita inferior à renda per capita brasileira possuem um fator maior e o cálculo faz justiça a quem precisa de mais recursos para se desenvolver. Por sua vez, a distribuição dos recursos aos Municípios é feita de acordo com o número de habitantes, onde são fixadas faixas populacionais, cabendo a cada uma delas um coeficiente individual.

Fagundes lembrou que a distribuição usando as regras dos fundos de participação “já são consagrados na prática pública” e se caracteriza por ser “um modelo onde, acima de tudo, não se beneficia um em detrimento do outro”. O uso da regra na distribuição dos R$ 15 bilhões, alvo de polêmica, faz também prevalecer, segundo ele, o “princípio da impessoalidade”.  

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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