Economia
Prefeitura de Sinop mantém trabalho de abordagem social e orientação a pessoas em situação de rua
Economia
Nas abordagens, equipes formadas por assistentes sociais, psicólogos e abordadores sociais percorrem diferentes regiões para conversar com as pessoas em situação de rua, identificar demandas e apresentar os serviços disponibilizados pelo município. O objetivo é promover o acesso à rede de proteção social e fortalecer as oportunidades de reconstrução de vínculos familiares e sociais.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, explicou que o trabalho realizado pelas equipes vai além da orientação e busca conscientizar essa população sobre alternativas de acolhimento e acompanhamento oferecidas pelo município. “É um trabalho desenvolvido pelo CREAS, em que a nossa equipe de abordagem é composta por abordadores sociais, assistente social e psicólogo, para atender pessoas em situação de rua. Nós resolvemos realizar essa abordagem para conscientizar essas pessoas. Encontramos muitas pessoas nessa situação que, em alguns casos, até residem em Sinop, mas enfrentam problemas relacionados à dependência de álcool e outras drogas. Nossos profissionais conversam, orientam e procuram fazer com que entendam que não é adequado permanecer em situações que acabam gerando transtornos para elas próprias e para a comunidade”, afirmou.
A coordenadora do CREAS, Lindiely Melo, destacou que o município disponibiliza diferentes formas de atendimento para quem aceita o acompanhamento da rede socioassistencial. Segundo ela, o acolhimento é uma das principais ferramentas para auxiliar na mudança dessa realidade. “Hoje estamos aqui com toda a equipe do CREAS realizando essa abordagem. Para essa população, ofertamos acolhimento para aqueles que necessitam e desejam um local para permanecer. Também realizamos atendimento às famílias, porque algumas dessas pessoas são moradoras do município. Nossa equipe, composta por assistente social e psicólogo, faz o acompanhamento desse indivíduo junto à sua família para fortalecer os vínculos e buscar alternativas para a superação dessa situação”, explicou.
Lindiely Melo ressaltou ainda que o município oferece apoio para pessoas que desejam retornar às cidades de origem. “Para aqueles que não são moradores de Sinop e desejam retornar ao município de origem, ofertamos o benefício eventual de transporte por meio de passagem no transporte intermunicipal e interestadual. Dessa forma, conseguimos auxiliar essas pessoas a retomarem o contato com suas famílias e recomeçarem suas trajetórias. Já para quem precisa e deseja acolhimento, é possível procurar o CREAS e ser encaminhado para a Casa de Passagem do município”, disse.
A coordenadora de Proteção Social Especial, Marilene Pereira, reforçou a importância da participação da sociedade no enfrentamento da situação de rua. Segundo ela, a solidariedade da população pode gerar resultados mais efetivos quando direcionada às instituições que atuam diretamente com esse público. “A população de Sinop é muito generosa e participa de diversas ações sociais. Contudo, quando entregamos dinheiro diretamente para pessoas em situação de rua, percebemos, por meio do acompanhamento realizado pelas equipes, que esse recurso muitas vezes não é utilizado para transformar a vida dessas pessoas ou auxiliar suas famílias. Em muitos casos, ele acaba sendo destinado à manutenção do vício”, afirmou.
Marilene orientou que as doações sejam direcionadas às entidades que desenvolvem trabalhos especializados. “A pessoa que deseja ajudar pode direcionar sua contribuição para as instituições que atuam com essa população. Sinop possui diversas entidades que oferecem alimentação, acolhimento e acompanhamento social. Dessa forma, a doação chega de maneira mais adequada e contribui efetivamente para ajudar essas pessoas a reconstruírem suas vidas”, disse.
As ações de abordagem social ocorrem de forma contínua em diferentes regiões da cidade e integram a política de proteção social especial desenvolvida pela Prefeitura de Sinop. O trabalho busca garantir acesso a direitos, fortalecer vínculos familiares, ampliar o acolhimento e oferecer alternativas para que pessoas em situação de rua possam superar a condição de vulnerabilidade e retomar seus projetos de vida.
Economia
Governo ouvirá empresários para decidir se aplicará lei contra EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira (14) que ouvirá os empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade do Brasil, em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A iniciativa levou a um aumento de 37,5% nos impostos de alguns produtos.

A decisão do governo brasileiro sobre a adoção formal das contramedidas proporcionais para preservar a competitividade comercial do Brasil virá após essa análise.
“O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, pontuou o ministro da Fazenda.
Nesta quinta-feira (13), o governo brasileiro oficializou a abertura do processo para a aplicação de medidas de reciprocidade comercial.
Em entrevista à imprensa, o chefe da pasta da Fazenda lembrou que a medida legal foi aprovada no ano passado por unanimidade no Congresso Nacional, mas que é preciso cautela. “[O governo] tem sempre muita cautela e muita responsabilidade para manejá-la.”
O governo de Donald Trump alega práticas comerciais injustas que prejudicam o mercado norte-americano, além da suposta existência de trabalho forçado, para justificar a sobretaxa de parte das exportações brasileiras.
O que diz a Lei de Reciprocidade
A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impactem negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços.
Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
-
Cidades2 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política3 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades2 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política3 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política2 dias atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política2 dias atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Cidades1 dia atrás“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
-
Política3 dias atrásDebate no Plenário aponta gargalos para expansão de energias renováveis

