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Em reunião com ministro do TCU, Maluf avança na implantação de governança pública no TCE-MT

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Da Redação.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) avançou nesta quarta-feira (10) nas tratativas para a implantação da governança pública no órgão de controle externo.

Em reunião com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, em Brasília, o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, afirmou que a implantação na Corte de Contas vai servir como embrião para que seja expandida para outras instituições.

Maluf explicou que a governança é uma forma de gestão eficiente, já desenvolvida na iniciativa privada e que é fundamental para os órgãos públicos implementarem.

“Estamos hoje dando os primeiros passos para a implantação da governança pública no TCE, que sirva de embrião e possa também avançar para os municípios, Governo, Assembleia Legislativa e todas as instituições. A governança pública é de suma importância para que possamos preparar o Estado para o crescimento e entrega para a sociedade do melhor produto”, afirmou Maluf. 

O ministro elogiou a iniciativa do TCE-MT em buscar a implantação da governança pública. “Com uma boa governança, o Estado terá condições de se preparar para entrar futuramente na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne países mais desenvolvidos do planeta. O Brasil está se encaminhando para isso e Mato Grosso tem que seguir na mesma toada, ou seja, estar na mesma capacidade que o Brasil tem hoje. Então, essa atitude do presidente do TCE-MT é de grande valia e estamos à disposição para trabalhar juntos”, afirmou.

O protagonismo assumido por Mato Grosso ao longo dos anos pode representar em mais avanços com a governança pública, na avaliação do ministro.

“Mato Grosso é líder no agronegócio, portanto, é um Estado que todo mundo está voltando a atenção. Conheço Mato Grosso desde os anos 80 e sei que está se transformando em um líder em nível nacional. Com boa governança, terá planejamento estratégico para 2030, 2040 e o TCE-MT também assume liderança em nível estadual. Quero cumprimentar o presidente Maluf por sua decisão, a sua atitude é muito importante para o futuro do Estado”, parabenizou o ministro Augusto Nardes.

A implantação da governança pública no TCE-MT contará com a participação e orientação do TCU. “Vamos nos incorporar nesse projeto, já implantamos no Brasil, no TCU e aos poucos vamos implantando em Estados que tem perspectiva de futuro muito grande, como Mato Grosso”, confirmou Nardes.

GOVERNANÇA

Governança Pública é definida pelo Decreto 9.203/2017 como o conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução das políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade. São princípios da governança pública: capacidade de resposta; integridade; confiabilidade; melhoria regulatória; prestação de contas e responsabilidade; e transparência.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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