Economia
Em novo ciclo de avaliação dos controles, CGE foca em atividades finalísticas e governança
Economia
A nova sequência de avaliação de controles internos será executada entre os anos de 2021 e 2023
Como parte da perspectiva de atuação preventiva e orientativa, a Controladoria Geral do Estado (CGE) iniciou novo ciclo de avaliação dos controles internos do Governo de Mato Grosso. A nova sequência será executada entre os anos de 2021 e 2023.
Neste novo ciclo, além da costumeira avaliação dos controles internos das áreas administrativas (contabilidade, financeiro, orçamento, aquisições, patrimônio e gestão de pessoas), o diferencial será a análise dos controles internos de atividades finalísticas e das entidades públicas estaduais sob o aspecto da capacidade de executar ações efetivas e decisivas para resolver problemas públicos e melhorar a qualidade de vida da população.
Em relação às áreas finalísticas, que são os serviços prestados diretamente ao cidadão, serão avaliados os controles internos das ações dos Programas de Governo: Infraestrutura e Logística, Aprendizagem em Foco, Regularização Fundiária e Promoção da Conservação Ambiental.
Já em relação à avaliação de entidade, a cada ano durante o ciclo 2021-2023, serão analisados os controles internos de 13 órgãos estaduais. Serão avaliados todos os anos os órgãos classificados como “A”, que são aqueles com maior representatividade no orçamento do Estado, impacto social e indicativos de riscos, a exemplo das secretarias de Educação (Seduc), Saúde (SES) e Segurança Pública (Sesp). Já os órgãos classificados com índice de significância “B” serão avaliados duas (02) vezes e os classificados com “C” serão avaliados uma (01) vez a cada ciclo de três anos.
Na avaliação de entidade, serão examinados os seguintes pontos: ambiente de trabalho (integridade, valores éticos, estrutura da organização etc), gestão de riscos (identificação e análise dos riscos associados ao não cumprimento das metas), atividade de controle (procedimentos, fluxos, orientações para a mitigação dos riscos etc), informação e comunicação (em apoio aos objetivos, responsabilidades e funcionamento do controle interno) e monitoramento (se a organização adota medidas corretivas em tempo hábil).
Nível de maturidade
A partir deste novo ciclo, cada ponto de controle analisado receberá uma nota, o que resultará na mensuração do nível de maturidade dos controles da entidade avaliada. A classificação será apurada segundo escala de cinco níveis: inicial, básico, intermediário, aprimorado e avançado.
Seleção dos objetos
Assim como nas auditorias, os objetos das avaliações de controle interno são selecionados conforme índice de significância estabelecido com base em variáveis como o orçamento total, as despesas correntes mais os investimentos, a área de atuação (social, econômica e administrativa), as notícias divulgadas pela imprensa, as denúncias registradas na Ouvidoria do Estado, as irregularidades anteriormente identificadas e o tempo decorrido entre a última avaliação de controle realizada pela CGE.
Devido ao abrangente universo de atividades e órgãos estaduais existentes, a metodologia utilizada pela Controladoria para a definição dos pontos a serem analisados faz com que os auditores concentrem esforços e recursos na avaliação de objetos com maior exposição a ameaças que possam afetar o alcance dos seus objetivos. Para o ciclo 2021-2023, serão avaliados os controles internos de 81,54% do orçamento total do Estado, o equivalente a R$ 14,4 bilhões.
Governança
O objetivo do trabalho é analisar a eficiência e o grau de segurança dos controles existentes; prevenir erros, desperdícios e fraudes; verificar o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle externo e interno; apresentar sugestões de melhoria dos controles existentes a fim de orientar os agentes públicos na adoção de boas práticas de governança.
Encaminhamentos
Os relatórios de avaliação de controles internos são enviados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por força da Resolução Normativa nº 12/2017/TP, aos respetivos órgãos avaliados, aos órgãos envolvidos na execução das atividades finalísticas analisadas e aos órgãos centrais de gestão de aquisições, pessoas, previdência, orçamento, contabilidade, finanças e patrimônio.
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
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