Mato Grosso
Em entrevista exclusiva no Programa da Gente, Mauro Mendes faz balanço e fala de projetos da sua gestão
Mato Grosso
Da Redação
O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes esteve participando de uma entrevista ao vivo, exclusiva, no Programa da Gente na TBO, apresentado pelo jornalista Laerte Lannes, onde fez um balanço dos dois primeiros anos de sua gestão e falou das próximas ações.
“O Programa da Gente é mais um veiculo que faz parte do Grupo O Mato Grosso de Comunicação, como site de notícias e Jornal”.
Em uma transmissão simultânea pela televisão e internet, Mauro Mendes explicou a situação que pegou o estado, das principais dificuldades, como folhas de salários atrasados e dívidas com servidores.
“O estado estava quebrado, mas graças a Deus e ao trabalho de toda equipe técnica, hoje a realidade é outra, os salários estão sendo pagos em dia, e dentro do mês trabalhado”, ressaltou o governador.
A precariedade no sistema de saúde e estradas de Mato Grosso, foram outros assuntos abordados, já que na gestão passada, era comum as pessoas terem que entrar na justiça, para conseguir um leito de UTI. As estradas, sem manutenção na sua maioria, só davam prejuízos para quem trafegava nelas.

“A precariedade na Segurança Pública também foi lembrada, quando viaturas eram empurradas por falta de combustíveis”.
“Nesta gestão, temos cerca de 500 frentes de trabalhos, obras em vários setores, recuperando e construindo estradas nas áreas mais necessitadas.

Na saúde temos a retomada de obras importantes, como os Hospitais Júlio Muller, e o Central, como também, a ampliação do Metropolitano, com dezenas de leitos, e vamos construir mais três Hospitais Regionais, para atender a demanda do interior”, pontuou Mauro.

“A rodovia que liga Cuiabá à Tangará da Serra passou quatro anos, tomada por buracos, hoje, a recuperação da malha viária mudou a realidade de quem passa pela região”.
O apresentador Laerte Lannes questionou sobre a decisão da troca do VLT para o BRT, o sistema de transporte público que irá atender as duas maiores cidades do estado, Cuiabá e Várzea Grande.
Para Mauro Mendes, o VLT é o maior símbolo de corrupção já existente em Mato Grosso, defasado, atrasado, de alto custo, e que através de estudos técnicos, a decisão pelo BRT é a melhor opção para a população.
“O BRT é elétrico, tecnologia nacional, são baterias, são equipamentos com durabilidade estimada de 25 anos, isso sim é tecnologia, veículos novos, confortáveis, com ar-condicionado e internet, para atender a população”, explicou Mauro. O governador ainda falou dos R$ 430 milhões de recursos próprios do estado, para investir na implantação desde modelo de transporte.

“Temos este recurso para colocar o BRT em funcionamento, mas se por outras questões, existir alguma impossibilidade de efetivar este projeto, a população de Cuiabá e Várzea Grande que utilizam do transporte público, serão diretamente prejudicadas, a solução para o problema nos apontamos e temos condições reais de resolver, do contrário, iremos aplicar esses R$ 430 milhões, em outras cidades do interior”, afirmou Mauro.
O governador finalizou a entrevista, agradecendo a confiança das pessoas, e reafirmou que o governo do estado, ainda vai fazer muito mais, para atender a demanda da população.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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