Mato Grosso
Como fundações privadas impulsionam o desenvolvimento humano?
Mato Grosso
Se o Estado não alcança e nem o mercado se interessa, quem assume a responsabilidade pelo futuro? A pergunta não é apenas retórica, mas o ponto de partida para compreendermos o papel da sociedade civil organizada na contemporaneidade, afinal, como bem observa o pensador Jean-Jacques Chevallier, o chamado “Estado Pós-Moderno” é aquele que reconhece suas limitações e admite que os problemas de massa não podem mais ser resolvidos exclusivamente pelo aparato governamental. Nesse novo paradigma, é que proponho uma reflexão sobre o papel do chamado Terceiro Setor e principalmente das fundações privadas.Segundo a nossa legislação, as fundações, embora entidades privadas, desempenham atividades de relevância pública e social que sustentam os pilares de uma nação: educação, saúde, proteção do meio ambiente, assistência social, defesa da ética, cidadania e fomento à pesquisa.É preciso em um primeiro momento desmistificar a ideia de que fundações privadas existem apenas para a filantropia e o assistencialismo paliativo. Embora esse tipo de apoio imediato seja vital, deve-se avançar para compreendê-las como peças chaves que ocupam espaço estratégico muito maior no Terceiro Setor. Elas operam onde o Estado se mostra lento e onde a economia de mercado não encontra incentivos financeiros. Ao atuar nessas “zonas de sombra”, as fundações tornam-se o braço executor do Investimento Social Privado e da agenda de ESG (Environmental, Social and Governance) — pilar central do capitalismo consciente, onde o sucesso corporativo está intrinsecamente ligado à promoção de um ambiente socialmente desenvolvido.Mas isso não esgota o tema. Um dos pontos mais desconhecidos pelo público é a capacidade operacional dessas entidades. Uma fundação privada pode exercer atividades econômicas comuns, produzindo bens ou prestando serviços. A grande diferença não reside na forma de arrecadação, mas no destino do capital. Diferente de uma empresa comercial, o superávit de uma fundação é obrigatoriamente reinvestido em suas finalidades altruístas. É a eficiência da gestão privada sendo integralmente convertida em benefício público, permitindo que a própria sociedade gere recursos para financiar sua evolução. Dessa forma, as fundações podem ocupar uma posição estratégica dentro de uma política desenvolvimentista, atuando como núcleos de inovação e execução que aceleram o progresso nacional de forma sustentável e responsável.Por isso que a importância das fundações privadas está diretamente ligada ao fortalecimento de uma pauta de desenvolvimento nacional que não dependa apenas do governo de turno. O envolvimento nessas instituições é, em última análise, uma forma poderosa de cidadania ativa e de participação política, permitindo que o indivíduo ou a empresa influenciem diretamente o interesse público e coletivo sem depender de estruturas partidárias.Este setor fundamental precisa ser melhor compreendido para que possa ser ampliado. Por isso quero deixar neste texto uma mensagem para o leitor sentir-se devidamente convocado: conhecer melhor o funcionamento das fundações privadas, entender seu impacto e, quem sabe, tornar-se o instituidor de uma nova iniciativa. Transformar o Brasil exige mais do que votos; exige a coragem de organizar a sociedade para resolver, por conta própria, os desafios que o futuro nos impõe.*Renee do Ó Souza é promotor de Justiça em Mato Grosso, titular da Promotoria de Velamento de Fundações em Cuiabá e Várzea Grande, doutorando e Mestre em Direito e professor e autor de direito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Inteligência artificial desenvolvida no TJMT será lançada no Fórum de Cuiabá
Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) realiza, no dia 18 de junho, às 9h, no Fórum da Capital, em Cuiabá, o lançamento oficial da OmnIA, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por servidores do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso para apoiar magistrados, assessores e servidores na gestão da produtividade das unidades judiciárias.
A solução foi criada pela Divisão de Inteligência Artificial e Automação (IAA), vinculada ao Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), e marca o início da implantação estadual da ferramenta. Após essa etapa, a tecnologia passará a integrar o Projeto Conecta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com nacionalização prevista para 30 de junho.
O evento contará com a participação do presidente do Tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira, do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, da juíza diretora do Fórum da Capital, Hanae Yamamura de Oliveira, além de magistrados, gestores, assessores e servidores.
“O lançamento da OmnIA representa um momento de orgulho para o Poder Judiciário de Mato Grosso. Trata-se de uma solução desenvolvida por servidores da nossa própria instituição, pensada para atender às necessidades reais das unidades judiciárias. É um produto prata da casa que irá ultrapassar as fronteiras do Estado e será disponibilizado nacionalmente pelo CNJ, demonstrando a capacidade de inovação do TJMT e da Corregedoria”, avalia o corregedor-geral, desembargador Lindote.
OmnIA – A OmnIA é uma assistente inteligente de gestão judiciária que utiliza inteligência artificial para transformar dados em informações estratégicas. Por meio de uma interface em linguagem natural, magistrados, gestores, assessores e servidores podem consultar indicadores de desempenho, acompanhar metas nacionais do CNJ, obter relatórios de produtividade e acessar informações gerenciais sem necessidade de navegar por diferentes sistemas ou painéis.
A ferramenta permite consultar dados estatísticos da unidade judiciária em tempo real, compreender conceitos relacionados à gestão processual e gerar relatórios com filtros específicos, facilitando a tomada de decisões e o planejamento das atividades.
Desenvolvida no âmbito do TJMT, a OmnIA foi reconhecida pelo CNJ como uma solução com potencial de adoção nacional. A ferramenta integra inteligência artificial aos indicadores e bases de informação do Judiciário, convertendo dados em conhecimento aplicado à gestão e ao aprimoramento da prestação jurisdicional.
Durante o lançamento, os participantes acompanharão uma demonstração ao vivo das funcionalidades da plataforma, apresentação de casos de uso e debate sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial na gestão judicial. A programação inclui ainda palestra do presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA), desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro.
Serviço:
Lançamento oficial da OmnIA
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h
Local: Fórum da Capital, Cuiabá
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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